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O CAMINHO DE PEDRO
A Basílica romana de Santa Sabina exprime bem a especificidade cristã baseada no ensinamento dos Apóstolos e da vida da Igreja primitiva.
A basílica romana de Santa Sabina exprime bem o especificamente cristão fundado no ensinamento dos Apóstolos e da vida da Igreja primitiva.

Este mosaico das duas Igrejas – a primeira, de inspiração principalmente petrina, proveniente da Circuncisão (cf. Col. 4, 10-11), isto é, dos judeus da terra de Israel, os originários discípulos que acreditaram em Jesus (ef. 1, 3-12), e a outra, principalmente paulina, e portanto igualmente judaica, mas proveniente da Diáspora hebraica dos judeus dispersos entre os gentios das nações (Ef. 1, 13-14), aos quais se juntaram (prostitêmi: Act. 2, 41.47; 5,14; 11, 24) em grandes multidões muitos homens e mulheres provenientes do paganismo – testemunha que em Roma, no século V, eram ainda bem conscientes que o único povo do Senhor nasce do abatimento do muro de separação entre Israel e os gentios, realizado pelo sangue do Messias Jesus, o qual reconciliou assim os dois com Deus num só corpo por meio da Cruz, anunciando a Paz aos que estavam perto e aos que estavam longe (cf. Ef. 2, 11-22).

Isto quer dizer que a fé cristã, mantendo o olhar fixo em Jesus, origem e cumprimento da fé (Hb. 12, 2), não apenas continua a ler a Bíblia hebraica (o TaNa"CH de Israel) juntamente com o Novo Testamento, mas vê a primeira desembocar em perfeita continuidade no segundo, e reconhece no segundo a água puríssima proveniente da fonte do primeiro.

Qualquer tentativa, aberta ou dissimulada, de "substituir" Roma com Jerusalém, a Igreja Cristã com Israel, o Novo com o Antigo Testamento, obscurecendo ou eliminando o último, é responsável da corrente herética "marcionista" que envenenou a fé durante séculos e a prática dos cristãos, tanto católicos como protestantes ou ortodoxos, sem ter em conta, aliás, que "a nova Aliança" nasceu e cresceu na consciência de Israel na época do Primeiro Testamento, a partir do tempo e da profecia de Jeremias, entre o início e o fim do exílio da Babilónia, no século VI aC (cf. Jer. 31, 31-34; Ez. 11, 14-21; 36, 24-38; 37, 15-28, Isaías 40-55, etc.). A firme superação de uma tal economia de substituição propôs-se no magistério do Papa João Paulo II, mas ela ainda está em curso, na base das Igrejas cristãs. A Igreja Catedral de Roma (Basílica Lateranense) pode certamente apresentar-se como omnium Urbis et Orbis ecclesiarum Caput, mas não como a sua Mater, como ainda se lê na placa de inspiração "constantiniana" da sua fachada.

01/006

Rádio Vaticano gostaria de agradecer a todas as pessoas que trabalharam e, em particular Julian Savina para a fotografia

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