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     Home > Igreja > 2013-05-12 09:56:54
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"Não ter vergonha de tocar no corpo de Cristo" (pobres, doentes, abandonados): Papa Francisco canonizando duas latino-americanas e um grupo de mártires italianos



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Dezenas de milhares de pessoas participaram, neste domingo de manhã, na Praça de São Pedro, na Missa presidida pelo Papa, para a proclamação de novos santos. A celebração teve início às 9.30 locais. Um grupo de mártires italianos e duas religiosas latino-americanas são os primeiros santos deste pontificado e o reconhecimento oficial da sua santidade foi anunciado por Bento XVI, a 11 de fevereiro passado, no consistório em que o atual Papa emérito comunicou a sua decisão de renunciar ao exercício do ministério petrino a partir do fim daquele mês.
Entre os novos santos está a colombiana Laura de Santa Catarina de Sena (1874-1949), a primeira católica do país a ser canonizada. Madre Laura Montoya fundou a Congregação das Irmãs Missionárias da Beata Virgem Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena, uma congregação atualmente presente em 21 países da África, Europa (Espanha e Itália) e, sobretudo, América Latina.
Além de Laura Montoya, são também canonizados hoje o italiano Antonio Primaldo, juntamente com cerca de 800 companheiros leigos, assassinados “por ódio à fé” a 13 de agosto de 1480, na cidade de Otranto, durante uma invasão levada a cabo por tropas otomanas (turcas).
Finalmente, a outra nova santa é a mexicana Maria Guadalupe García Zavala (1878-1963), que participou na criação da Congregação das Servas de Santa Margarida Maria e dos Pobres.
Na homilia, o Papa Francisco comentou as leituras do sétimo domingo do tempo pascal, começando pelo martírio de santo Estêvão, homem “cheio do Espírito Santo”, como refere os Atos dos Apóstolos. Isso quer dizer que “estava cheio do Amor de Deus, que toda a sua pessoa, a sua vida era animada pelo Espírito de Cristo ressuscitado, seguindo Jesus com fidelidade total, até ao dom de si” – observou o Papa, passando a referir-se aos oitocentos mártires de Otranto, decapitados em 1480, nos arredores daquela cidade do sul da Itália, por se terem recusado a renegar à própria fé em Cristo. Onde encontraram a força para permanecerem fiéis? Precisamente na fé!
“Caros amigos, conservemos a fé que recebemos e que é o nosso verdadeiro tesouro, renovemos a nossa fidelidade ao Senhor, mesmo no meio dos obstáculos e das incompreensões; Deus nunca nos fará faltar força e serenidade. Ao mesmo tempo que veneramos os Mártires de Otranto, peçamos a Deus que sustente tantos cristãos que, precisamente nestes tempos e em tantas partes do mundo, ainda sofrem violências, e lhes dê a coragem da fidelidade e de responder ao mal com o bem”.

O Evangelho do dia, em que Jesus roga ao Pai por todos os que hão-de crer para que sejam uma só coisa n’Ele e no Pai, Papa Francisco referiu a primeira santa colombiana: “Santa Laura Montoya foi instrumento de evangelização primeiro como mestra e depois como madre espiritual dos indígenas, aos quais infundiu esperança, acolhendo-os com esse amor aprendido de Deus e levando-os a Ele com uma eficaz pedagogia que respeitava a sua cultura”.
“Esta primeira santa nascida na formosa terra colombiana ensina-nos a ser generosos com Deus, a não viver a fé solitariamente – como se fosse possível viver a fé isoladamente… Ensina-nos a ver o rosto de Jesus refletido no outro, a vencer a indiferença e o individualismo, acolhendo a todos sem preconceitos nem reticências, com autentico amor, dando-lhes o melhor de nós próprios e sobretudo, partilhando com eles o que mais precioso temos: Cristo e o seu Evangelho”.

Finalmente, uma referência ao testemunho (do amor de Deus) que estamos chamados a dar na vida quotidiana, como o fez a nova santa mexicana: Santa Guadalupe Garcia Zavala. “Renunciando a uma vida cómoda para seguir a chamada de Jesus, ensinava a amar a pobreza, para poder amar mais aos pobres e aos enfermos. Madre Lupita ajoelhava-se no chão do hospital, diante dos doentes e dos abandonados, para os servir com ternura e compaixão. E isto chama-se tocar a carne de Cristo. Os pobres, os abandonados, os enfermos, os marginalizados são a carne de Cristo. E madre Lupita tocava a carne de Cristo e nos ensinava esta conduta: não nos envergonharmos, não ter medo, não ter repugnância de tocar a carne de Cristo”.

“Esta nova santa mexicana – concluiu o Papa – convida-nos a amar como Jesus nos amou, e isto supõe não nos fecharmos em nós próprios, nos nossos problemas, nas próprias ideias, nos próprios interesses, mas sair e ir ao encontro de quem tem necessidade de atenção, compreensão e ajuda, para lhe levar a calorosa proximidade do amor de Deus, através de gestos concretos de delicadeza e de afeto sincero”.





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