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     Home > Igreja > 2014-01-28 12:35:23
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O martírio na Síria e o esforço dos cristãos



Moscou (RV) – Domingo, 26 de janeiro, o Patriarca de Moscou, Kirill, e o Greco-ortodoxo de Antioquia, Yohanna X Yazigi, fizeram um apelo conjunto à Conferência internacional Genebra 2 sobre o conflito sírio, para convidar os participantes do encontro, em andamento na Suíça, a rechaçar toda manifestação extremista, evitando a intolerância e a política dos ultimatos. “Somente o diálogo livre e fraterno na comunidade síria – afirmam os dois Patriarcas na carta – pode abrir o caminho a uma solução pacífica da crise”.

No centro da mensagem dos dois Primazes ortodoxos, está também o futuro dos cristãos sequestrados no âmbito deste conflito, a começar pelos dois Bispos Metropolitas de Aleppo, o greco-ortodoxo Boulos Yazigi (irmão do Patriarca Yohanna) e o sírio-católico Mar Gregorios Yohanna Ibrahim – sequestrados em abril passado – e as irmãs levadas no início de dezembro do convento de Santa Tekla em Maalula.

“Convidamos todas as partes - escrevem Kirill e Yohanna - a mostrar humanidade e misericórdia como sinal de sua intenção de restabelecer a paz na Síria”. A mensagem dos dois Patriarcas contém também um apelo a deter a destruição da herança cultural e religiosa inestimável, que enriquece a Síria, e cuja devastação representa um crime contra as futuras gerações.

Em Homs, uma das localidades mais atacadas pelo regime, vive o padre jesuíta holandês Frans van der Lugt. Único europeu que permaneceu na cidade, postou uma vídeo no Youtube descrevendo a situação da antiga Homs, assediada há um ano e sete meses, onde existe uma comunidade de cerca de 70 cristãos.

“Nós e os muçulmanos estamos vivendo uma situação difícil e dolorosa e sofremos com tantos problemas, sendo a fome o principal”, diz Padre Frans. “As pessoas não têm o que comer, e nada é mais cruel do que ver as mães nas ruas procurando comida para seus filhos”.

Outro problema é a assistência médica, revela o jesuíta, que é há décadas o responsável pelos jesuítas na Síria central: “Muita gente precisa ser operada e receber cuidados especializados. Esperam sofrendo”, diz.
(CM-Fides)




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