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     Home > Igreja > 2014-01-29 13:28:14
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Frutos e percalços na preparação do Concílio Vaticano II



Cidade do Vaticano (RV) - RealAudioMP3 No nosso espaço Memória Histórica - 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a analisar os fatos que antecederam a abertura do Concílio.

O Papa João XXIII, em 5 de junho de 1960, anunciou o encerramento dos trabalhos da fase ante preparatória. Com o Motu Proprio Superno Dei Nutu, deu início então à fase preparatória, criando comissões e secretariados que deveriam ocupar-se da preparação imediata do Concílio.

Entre as comissões criadas, existia uma Comissão Central presidida pelo Papa, e na sua ausência pelo Secretário de Estado, que era integrada pelos presidentes das demais comissões, além de Cardeais e Bispos de diversas partes do mundo. Sua missão era coordenar os trabalhos, estabelecer a agenda dos temas a serem tratados no Concílio, além de estabelecer normas e regulamentos para o seu funcionamento.

Uma das principais vantagens trazida pelo modelo adotado foi envolver a Cúria na preparação do Concílio, pois a presidência de cada uma das dez comissões foi confiada a um Cardeal Prefeito dos diferentes dicastérios. Esta decisão, por outro lado, condicionou todo o trabalho preparatório, que ficou quase que totalmente sob controle da Cúria romana.

A consulta realizada em todo o mundo foi organizada durante meses em 15 grandes tomos e as propostas e esquemas a serem submetidos à Comissão Central começavam a ganhar corpo. A falta de um canal de comunicação entre as diferentes comissões ocasionou uma superposição de esquemas e uma desarticulação do trabalho preparatório, tendo reflexos na aula conciliar.

O início dos trabalhos deixou transparecer uma dissociação entre o Concílio sonhado por João XXIII e os esquemas elaborados pelas comissões sob a supervisão da Cúria. À exceção do esquema da Liturgia, todos os outros 70 foram rejeitados pela Assembléia.

Outro problema que afetou as comissões foi a sua composição. João XXIII tinha o desejo que a Igreja do mundo inteiro se envolvesse na preparação, o que na realidade acabou não acontecendo concretamente.

Mas, quem nos traz uma análise dos méritos e deméritos desta fase Preparatória do Concílio é o sacerdote e teólogo Pe. José Oscar Beozzo: (clique acima para ouvir)

(Fonte: O Concílio Vaticano II: etapa preparatória, Pe. José Oscar Beozzo)




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