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     Home > Igreja > 2014-01-29 19:45:09
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Jovem orionita brasileiro escreve a Francisco. Recebe um telefonema e o encontra na Casa Santa Marta



Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco continua a usar o telefone para fazer contato com algumas pessoas que lhe escrevem, provocando surpresa e comoção. Desta vez, o destinatário do “telefonema pastoral” foi o religioso orionita brasileiro Gleison de Paula Souza, estudante de Teologia na Faculdade Urbaniana.

“Eu escrevi uma carta ao Papa Francisco – explicou Gleison – e a dei a uma amiga para que a entregasse pessoalmente ao Papa. Ela o fez durante sua confissão com o Papa Francisco, no domingo 19 de janeiro, durante a visita à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, próxima à Estação Termini. Depois me disse que o Papa a guardou no bolso”.

Na tarde da segunda-feira dia 20 - continuou - "eu estava estudando. Às 15h56min tocou o meu celular. Era um número privado. Respondi. Uma voz repetiu várias vezes: ‘É o Gleidson? É o Gleidson? Eu falo com Gleidson?’. Respondi: ‘Sim, Santo Padre, sou o Gleidson’. E prosseguiu Francisco: 'Vejo que reconheces a minha voz. A minha voz já é muito conhecida'".

Neste primeiro telefonema, que durou sete minutos, o Papa conversou sobre o conteúdo da carta, onde Gleison compartilhou alguns sentimentos e situações pessoais em relação ao caminho vocacional, no que foi encorajado pelo Pontífice. "Recordo expressões do tipo: Coragem! Nada de medo, siga em frente com paciência... o Senhor está contigo, Nossa Senhora está contigo, a Igreja está contigo!", contou o jovem religioso. Por fim, Francisco lhe fez um convite: "Venha encontrar-me". Gleidson, então, convidou o Santo Padre para visitar a comunidade do Teológico, que respondeu por sua vez não saber se seria possível devido à distância, desconhecendo que a Comunidade localiza-se no Monte Mário, não muito distante do Vaticano. Após saber disto, respondeu: "Então é um pouco mais fácil. Farei você saber em poucos dias".

Por não estar com o celular, Gleison não pode responder à nova ligação do Papa dois dias após, na quarta-feira 22, mas pode ouvir o recado na Secretária Eletrônica: "Ei, Gleison, sou o Papa Francisco". Isto o levou a ficar com o celular na mão todo o resto do dia, aguardando uma nova chamada, que só veio acontecer no dia seguinte, enquanto o jovem orionita fazia um exame na Universidade. Ele atendeu o telefonema em baixa voz, pedindo ao Pontífice um momento, até sair da sala de aula: "Não posso encontrar-vos no seminário, mas se podes, venha encontrar-me na Casa Santa Marta segunda-feira, às 17 horas", disse o Francisco. Como Gleison pediu para que dois irmãos o acompanhassem, Francisco sugeriu que chegassem às 16.30.

Assim, no dia 27, às 16.15, Gleidson apresentou-se na entrada do Vaticano que dá acesso à Sala Paulo VI, acompanhado pelo Diretor da Comunidade, Padre Carlo Marin e o pelo Pai espiritual, Padre Giacomo Defrancesco. No encontro, realizado numa sala com seis cadeiras iguais, o Papa “brincou conosco – contou Gleidson – pois com a emoção não sabíamos onde sentar e ele nos disse: ‘É melhor olhar na face os inimigos’ e começa a sorrir". "Nos surpreendeu a sua veste branca com três botões com o tecido desfiado - continuou-, símbolo de sua pobreza e simplicidade”.

No encontro o Papa falou da Congregação dos Orionitas, dizendo conhecê-la bem, manifestando estima pelo trabalho dos orionitas na Argentina: "Trabalham bem e são generosos. Também as irmãs são muito valorosas; havia um hospital, um asilo sem irmãs e acabaram indo elas para lá", disse o Pontífice.

Francisco também recordou no encontro, que em Buenos Aires, propiciou uma experiência de voluntariado no 'Cottolengo de Claypole' de 15 dias aos noviços jesuítas, antes da profissão dos votos, e aos diáconos da Diocese de Buenos Aires, antes da ordenação: “O 'Cottolengo' é uma obra bonita, a sua vocação é bonita, dentro daquele contexto dos santos piemonteses do século XIX, com um laicismo feroz, um anticlericalismo feroz, maçonaria feroz e então surge Dom Bosco, Cafasso, Dom Orione, o Cottolengo, e também as mulheres, tantas mulheres santas”.

Enquanto Bergoglio partilhava com os orionitas tantas recordações, mostrava muita espontaneidade e alegria ao falar da Argentina: "Naquele momento, nós não conseguíamos pronunciar nem uma palavra sequer, seja pela emoção, seja porque não conhecíamos tanto assim as obras de nossos irmãos na Argentina", observou Gleison.

Após, o jovem religioso brasileiro encontrou-se privadamente com o Sumo Pontífice por 35 minutos. "O tempo voou - contou Gleison no site dos orionitas. No encontro falamos sobre o conteúdo da carta que eu havia escrito. Ele me encorajou e paternalmente me deu bons conselhos. A sua palavra era um convite contínuo à misericórdia do Senhor. Perguntei se podia confessar-me e a sua resposta positiva abriu novamente meu coração. Ele não me deu respostas, mas deu-me liberdade para refletir, dizendo que está comigo. Me emociona o fato que ele se preocupou em saber o que sinto, penso e espero. Senti que Deus me amava por meio das palavras do Papa".

Após, foram apresentadas ao Papa as cartas e saudações de todos, além do projeto comunitário dos orionitas. "Ele olhava e escutava com interesse. Abençoou os nossos projetos devocionais e após nos deu também uma bênção especial" - disse Gleison - extensiva aos "irmãos, amigos e a todos aqueles que sabiam ou ouvirão falar deste encontro".

Após o registro fotográfico do encontro e um afetuoso abraço, Francisco os acompanhou até a saída pedindo: "Rezem por mim!".

“Nos está evangelizando não com palavras, mas com a sua presença acolhedora, a sua simplicidade, os seus gestos e a sua ternura. Obrigado Santidade!”, concluiu Gleison.

O relato do Gleison, em italiano, pode ser encontrado no link:
http://www.donorione.org/Public/ContentPage/papa_francesco_telefona_incontra_e_confessa_un_chierico_orionino_ites.asp


(JE)





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