Noticiário da Rádio Vaticano Noticiário da Rádio Vaticano
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Sumario del 10/05/2016

Papa e Santa Sé

Igreja no Brasil

Igreja na América Latina

Igreja no Mundo

Entrevistas

Formação

Atualidades

Papa e Santa Sé



Francisco encoraja jovens a viverem a vida pelo Evangelho

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Cidade do Vaticano (RV) – O Papa iniciou suas atividades esta terça-feira,(10/05), celebrando a missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta. 

A homilia de Francisco foi inspirada no trecho dos Atos dos Apóstolos que narra a despedida de Paulo da comunidade de Mileto. Trata-se de uma cena emocionante: Paulo sabe, e o diz, que não verá mais aquela comunidade, os presbíteros de Éfeso que mandou chamar e agora estão ao seu redor. Chegou a hora de partir para Jerusalém, é ali que o Espírito o conduz, o mesmo Espírito do qual reconhece o absoluto senhorio sobre sua vida, que sempre o impulsionou ao anúncio do Evangelho, enfrentando problemas e penas. “Creio que este trecho nos evoque a vida dos nossos missionários de todas as épocas”, observou o Papa.

“Partiam obrigados pelo Espírito Santo: uma vocação! E quando, nesses lugares, vamos ao cemitério e vemos suas lápides: muitos morreram jovens, com menos de 40 anos. Porque não estavam preparados para suportar as doenças locais. Deram a vida jovens: ‘gastaram’ a vida. Eu penso que eles, naquele último momento, longe de sua pátria, de sua família, de seus caros, tenham dito: ‘O que eu fiz valeu a pena!’”.

Missionários, glória da Igreja

“O missionário parte sem saber o que lhe espera”, insistiu o Papa, que cita a despedida da vida de São Francisco Xavier narrado por José María Pemàn, escritor e poeta espanhol de 1900. Uma página que evoca aquela de S. Paulo, que disse em seu discurso de despedida: “Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações”. “O missionário sabe que a vida não será fácil, mas prossegue”, comentou o Papa, que se emociona ao pensar nos apóstolos de hoje:

“Os nossos missionários, esses heróis da evangelização dos nossos tempos. A Europa que encheu de missionários outros continentes… E esses partiam sem voltar… Creio que seja justo agradecer ao Senhor por seu testemunho. É justo que nós nos alegremos por ter esses missionários, que são testemunhas verdadeiras. Eu penso em como foi o último momento deles: como pode ter sido a despedida? Como Xavier: “Deixei tudo, mas valeu a pena!”. Anônimos, foram embora. Outros mártires, isto é, oferecendo a vida pelo Evangelho. Esses missionários são a nossa glória! A glória da nossa Igreja!”.

Jovens, “gastem” a vida por causas nobres

Portanto, uma qualidade do missionário é a “docilidade”, afirmou Francisco, que concluiu com uma oração: no lugar da ‘insatisfação’ que captura os “nossos jovens de hoje”, que a voz do Espírito “os obrigue a ir além, a ‘gastar’ a vida por causas nobres”:

“Gostaria de dizer aos jovens de hoje que não se sentem à vontade – ‘mas, não estou muito feliz com esta cultura do consumismo, do narcisismo…’: ‘Mas olhem o horizonte! Olhem para lá, olhem para esses nossos missionários!’. Pedir ao Espírito que os obrigue a ir para longe, a ‘gastar’ a vida. É uma palavra um pouco dura, mas a vida vale a pena ser vivida. Mas para vivê-la bem, ‘gastá-la’ no serviço, no anúncio, e ir avante. Esta é a alegria do anúncio do Evangelho”. 

(bf)

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Igreja terá dois novos santos; pavonianos celebram fundador

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Cidade do Vaticano (RV) – A Igreja terá em breve dois novos santos e um novo venerável. O Papa autorizou a promulgação dos decretos da Congregação das Causas dos Santos em relação aos milagres atribuídos ao Beato Ludovico Pavoni e ao Beato Salomão Leclerq, e ao reconhecimento das Virtudes Heroicas de Frei Rafael Emanuel Almansa Riaño.

 

Pavonianos

O Beato Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia, na Itália, em 11 de novembro de 1784 e morreu em 1º de abril de 1849. O sacerdote fundou a Congregação dos Filhos de Maria Imaculada, conhecidos no Brasil como pavonianos

A RV conversou com o Superior Provincial do Brasil, o padre italiano Renzo Florio que, de Belo Horizonte, nos disse que a Congregação recebeu com alegria a notícia do reconhecimento do segundo milagre do fundador da Congregação:

"Nós estamos alegres com esta confirmação do Santo Padre. Nós estamos focalizamos nossas atividades em algumas paróquias, mas sobretudo na formação profissionalizante. Temos algumas casas de acolhida para pessoas em situação de abandono famililar. Porém, trabalhamos com os surdos, que foi também uma das preocupações do Padre Pavoni.  Nesta linha, temos uma instituição muito importante em Brasília. Aqui no Brasil, focalizamos no atendimento à juventude na parte técnica, como foi realmente o carisma do nosso fundador".  

Já o Beato Salomão Leclerq nasceu na França em 15 de novembro de 1745 e foi martirizado em 2 de setembro de 1792. Pertenceu ao Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, os Lassalistas.  

A data das canonizações de ambos os beatos ainda deverá ser decidida e publicada oficialmente.

Virtudes Heroicas

Por fim, o frei colombiano Rafael Emanuel Almansa Riaño, sacerdote diocesano da Ordem dos Frades Menores, nascido em 2 de agosto de 1840 e morto em 28 de junho de 1927, passará a ser declarado venerável.

(rb)

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Dia da amizade copta-católica: Papa escreve ao Patriarca Tawadros II

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Cidade do Vaticano (RV) - “Católicos e coptas podem testemunhar juntos valores importantes como a santidade e a dignidade de toda vida humana, a santidade do matrimônio e da vida familiar e o respeito pela criação que Deus nos confiou.” 

É o que escreve o Papa Francisco para o Dia da Amizade copta-católica – celebrado esta terça-feira (10/05) –, na Carta enviada ao Patriarca da Igreja copta ortodoxa, Tawadros II.

Francisco ressalta os passos dados juntos, católicos e coptas, “ao longo do caminho de reconciliação e amizade”, “após séculos de silêncio, incompreensão, até mesmo hostilidade”, sempre mais dialogando e cooperando “na proclamação do Evangelho e serviço à humanidade”.

Com satisfação, o Pontífice recorda o encontro com Tawadros em Roma, em maio de 2013, e a generosa hospitalidade oferecida pelo Patriarcado da Sé de São Marcos, durante a 13ª reunião da Comissão internacional para o diálogo teológico entre Igreja católica e Igrejas orientais ortodoxas, realizada no Cairo, Egito, em janeiro e fevereiro passados.

“Neste renovado espírito de amizade o Senhor nos ajude a ver que o laço que nos une nasceu do mesmo chamado e missão que recebemos do Pai no dia do nosso Batismo”, escreve o Papa.

Embora ainda estejamos esperando o dia em que nos reuniremos em torno da mesma mesa eucarística, já hoje somos capazes de mostrar a comunhão que nos une, observa Francisco.

“Diante dos muitos desafios contemporâneos, coptas e católicos são chamados a oferecer respostas comuns fundadas no Evangelho”, ressalta Francisco, conscientes de que “aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos separa”.

Em seguida, o pensamento do Papa dirige-se às comunidades cristãs  no Egito e Oriente Médio, onde “muitos estão experimentando graves dificuldades e situações trágicas” e especialmente no Iraque e Síria, às irmãs e irmãos cristãos e às comunidades de outras religiões que se encontram enfrentando provações cotidianas.

Francisco faz votos de que a comunidade internacional possa responder “sabiamente e justamente a tal violência sem precedentes”. (RL)

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Igreja no Brasil



Pará realiza vigília pelos mortos de Aids

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Belém (RV) - “Envolver, informar e empoderar” é o tema da Vigília Pelos Mortos de Aids que se realizará em 14 de maio, a partir das 18h, no Portal da Amazônia (Belém/PA). O momento pretende fazer memória das pessoas falecidas em decorrência desta epidemia, bem como fortalecer o compromisso na garantia de uma vida digna, sobretudo das pessoas que vivem com HIV/Aids.

Há 33 anos, o “International AIDS Candlight Memorial” – como também é conhecido – mobiliza pessoas, comunidades e governos do mundo inteiro para um dia comum de lembrança às vítimas da Aids, bem como informar sobre prevenção e tratamento ao vírus.

Pastoral

Em Belém, esta atividade vem sendo organizada pela Pastoral da Aids – CNBB/Norte 2, em parceria com a Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina (IFSMA) e a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/Aids (Jovens + Pará). Além disso, conta com o apoio de outras organizações da Igreja Católica e instituições da sociedade civil que atuam nessa temática.

Para Eduardo da Amazônia, responsável pela celebração, o momento contribui para conscientizar a sociedade acerca da Aids e dos demais problemas correlacionados. Para ele “a vigília não é um momento de morte, mas de vida, ocasião em que lembramos de pessoas que não foram enterradas, mas plantadas para ser semente de luta e esperança para esta causa”.

Aids no Pará

O Ministério da Saúde registrou de 2011 a junho de 2015, 17.447 casos de aids na Região Norte.

A capital Belém ocupa o terceiro lugar de casos de aids e óbitos no ranking das capitais brasileiras. Em 2014, o coeficiente de mortalidade por aids neste Estado foi de 8,1/100.000 habitantes.

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Brasil: ecumenismo de serviço fortalece união entre Igrejas

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Cidade do Vaticano (RV) – Realiza-se de 8 a 15 de maio no Brasil e em diversos países da América Latina a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, dedicada este ano ao tema das migrações. “Chamados e chamadas a proclamar os altos feitos do Senhor” é o tema escolhido, inspirado na Primeira Carta de São Paulo a Pedro, capítulo 2, versículo 9. 

Na carta divulgada pelo CONIC, as Igrejas sublinham que o Brasil não vive o drama das migrações nas dimensões vividas na Europa, mas alerta para a necessidade de uma maior conscientização na acolhida ao migrante: “O Batismo nos chama ao respeito pelos migrantes. Mais que tolerantes, devemos ser respeitosos, diz a mensagem. A tolerância deveria levar ao reconhecimento do direito à dignidade que é inerente a todo ser humano”.

Em entrevista à Rádio Vaticano, Dom Francisco Biasin, Bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda e Presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB, destaca a importância do “ecumenismo de serviço” para alcançar resultados sociais significativos:

"Encontramos a cada ano que passa maior adesão e a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, não é realizada apenas entre as Igrejas membro do CONIC, que são cinco, mas em muitas outras Igrejas. Sobretudo naquelas Igrejas onde os Pastores tem uma liberdade maior de poder juntar os seus fieis junto com outras Igrejas, a fim de responder ao apelo e ao mesmo tempo à Oração de Jesus: "Pai que todos sejam um".

Tem um ecumenismo que nós poderíamos chamar de "ecumenismo de diálogo" entre as Igrejas, de diálogo teológico, sobretudo. Tem um "ecumenismo espiritual", que é típico desta Semana de Oração pela Unidade e tem um "ecumenismo de serviço", que ajuda as Igrejas a não permanecerem apenas sentadas na mesa ao redor de um assunto, ou polêmico ou que pode acrescentar perspectivas de avanço do ponto de vista teológico. O ecumenismo de serviço é aquele que nos vê mais unidos, porque podemos ter projetos comuns de atuação em todo o território nacional. Aqui no Brasil tem a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) com sede em Salvador, Bahia, que gerencia projetos comuns para todas as Igrejas, favorecendo a solidariedade internacional através de Agências internacionais de serviço e através da CESE, nós conseguimos realizar serviços sociais muito significativos, não no sentido de alcançar soluções mirabolantes no Brasil todo, mas muitas soluções pontuais, sobretudo nas áreas mais carentes do país. Ou com categorias de pessoas que experimentam na sua vida um certo esquecimento ou uma certa marginalidade. Creio que através da CESE é possível realizar também projetos no sentido das migrações, porque a CESE ela tem uma coordenação de Igrejas mais amplas do que o próprio CONIC. Tem Igrejas Evangélicas, por exemplo, que não estão no CONIC, mas estão na CESE, e através deste organismo de serviço nós podemos alcançar resultados sociais significativos e de maior alcance".

(JE)

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Igreja na América Latina



Colômbia: bispos de Barranquilla contra a violência na cidade

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Barranquilla (RV) – Para colocar fim ao clima de violência que se respira numa das cidades mais populosas da Colômbia, Barranquilla, a arquidiocese local lançou uma campanha para este mês de maio. O slogan é: “Pare com a intolerância! Seja paciente com o outro e barre a agressividade, a violência, o abuso e a incompreensão”.

 

2015 - ano mais violento

Barranquilla já foi classificada no passado como uma das 50 cidades mais perigosas no mundo. Em 2015, registrou 419 homicídios, 22% mais casos que em relação a 2014.

Segundo a polícia metropolitana local, o ano passado também foi o mais violento de toda a história da cidade. Entre as pessoas mais vulneráveis estão os pobres, os jovens e as adolescentes que, excluídos da sociedade, vivem às margens das metrópoles. Muitos deles são obrigados a abandonar cedo os estudos e acabam por se transformar em vítimas da prostituição e do narcotráfico.

A tolerância que vem de casa

O arcebispo de Barranquilla, Dom Jairo Jaramillo Monsalve, explica que “a convivência saudável é responsabilidade não somente das autoridades que devem fazer um esforço humano e institucional, mas também das famílias, ao interno das quais se aprende a prática da tolerância e da paciência com os próprios familiares”. Naturalmente, sublinha o bispo, isso não significa “ser masoquistas, mas promover o respeito e o amor em relação aos outros”, uma postura da qual deriva, então, “uma sociedade mais pacífica”. “A convivência saudável nasce em casa”, acrescenta Dom Jairo.

#PareLaIntolerancia

Com os altos índices de denúncias, de vítimas de atos violentos e centenas de famílias enlutadas a campanha de conscientização propõe iniciativas comunitárias durante todo o mês de maio. O dia 26, porém, será considerada a data central da mobilização com ações nas estradas, nas escolas, nas universidades, nas empresas e através da imprensa e das redes sociais. Para a ocasião será usado o hashtag #PareLaIntolerancia (“Pare com a intolerância” na tradução livre) no Twitter, Instagram e Facebook. (AC)

 

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Há 100 anos, Bento XV proclamava a Padroeira de Cuba

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Havana (RV) – O Arcebispo de Santiago de Cuba e Presidente da Conferência Episcopal, Dom Dionisio García, presidirá esta terça-feira à solene concelebração eucarística em recordação ao primeiro centenário da proclamação pelo Papa Bento XV de Nossa Senhora da Caridade do Cobre como Padroeira de Cuba.

Desde as primeiras horas de segunda-feira é registrado um grande afluxo de fiéis e peregrinos ao Santuário localizado em “El Cobre”, onde no passado existia uma mina de cobre e do qual a devoção mariana assume o nome. A festa litúrgica da Virgem recorre em 8 de setembro.

Origens

A origem desta remonta a 1612, quando três pescadores – dois índios, Juan e Rodrigo de Hoyos, e um escravo negro, encontraram uma imagem de madeira que flutuava nas águas da Baía de Nipe. A pequena estátua tinha a inscrição: “Sou a Virgem da Caridade”. Mais tarde, foi levada à mina El Cobre, onde em 1684 foi construído o primeiro santuário.

O atual santuário foi erguido em 1703, no exato lugar indicado pela Virgem, por revelação. Na sala do milagres encontra-se a tábua em que a imagem foi achada flutuando, a medalha do Prêmio Nobel de 1954, Ernest Hemingway e também há um ex-voto da Sra. Lina Ruz, mãe de Fidel Castro.

A pequena imagem, de 15 polegadas de altura (mais ou menos 40 cm), tem o rosto redondo e sustenta em seu braço esquerdo o menino Jesus, que traz em suas mãos o globo. Ela já foi venerada por três Papas: João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Sinal de Unidade

Em concomitância aos festejos pelo centenário de proclamação da Virgem como Padroeira de Cuba, uma réplica da imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, entregue ao Papa Francisco quando de sua viagem a Cuba, será recebida em uma Ermida em Miami, como “um chamado à unidade” e à superação de “divisões entre os cubanos”.

A família que presenteou o Papa, pediu a ele que a imagem da Virgem fosse levada “à família cubana no exílio, como símbolo de amor e de unidade”, confidenciou à EFE o Pároco da Ermida, Juan Rumín Domínguez.

Sob o lema “A caridade nos une”, a pequena imagem irá percorrer diferentes localidades dos Estados Unidos com forte presença cubana. O gesto quer marcar simbolicamente “a superação das divisões e distâncias geográficas e ideológicas” entre os cubanos, explicou o Padre Juan Domínguez.

Para o sacerdote, “não existe um símbolo maior de unidade” entre as famílias da diáspora e as da Ilha do que a “devoção a Nossa Senhora da Caridade do Cobre”.

O Arcebispo de Miami, Thomas Wenski, também celebrará uma missa em comemoração ao centenário da Padroeira de Cuba.

História

Nossa Senhora do Cobre, chamada afetuosamente pelo povo como “La Cachita”, é considerada um símbolo da identidade nacional dos cubanos. Ela também é conhecida como “La Mambisa”, pois foram combatentes pela independência da Ilha que pediram em 1915 ao Papa Bento XV a proclamação de Nossa Senhora como Padroeira da nação.

Os “mambisi” - palavra que provavelmente deriva de Juan Ethnnius Mamby (chamado de "Eutimio Mambí"), oficial negro que abandonou o Exército espanhol para lutar pela independência dos povos da região (Cuba, República Dominicana e Haiti) – existiram não somente no Caribe, mas também nas Filipinas, onde hoje, em alguns locais, se venera Nossa Senhora do Cobre. (JE)

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Igreja no Mundo



Nova igreja é inaugurada em região tribal na Índia

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Talasari (RV) – A população tribal da arquidiocese de Vasai, no noroeste da Índia, tem uma nova igreja católica. Ela foi inaugurada oficialmente no final do mês de abril em Talasari, no distrito de Palghar, no estado de Maharashtra. “A nova igreja será muito útil para a região e as populações ‘adivasi’”, declarou o arcebispo Felix Machado à agência Fides. Adivasi é um termo usado para muitas das centenas de tribos no país.

 

Três mil pessoas se reuniram para a missa de inauguração no novo espaço. Durante a celebração, mais de 250 jovens e alguns adultos foram crismados. “Os nossos irmãos adivasi são cristãos com raízes sólidas e serão capazes de levar adiante a missão da Igreja. Os jovens crismados são cristãos que, tenho certeza, serão os líderes católicos do futuro”, comentou Dom Felix.

O Maharashtra é o segundo estado mais populoso da Índia. As populações tribais de adivasi vivem em condições de pobreza, com difícil acesso à instrução e à saúde, além de estarem sujeitos à exploração. Alguns distritos com maioria tribal chegam a ser chamados de “zonas da fome”. (AC/Fides)

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Liturgia ecumênica em Varsóvia pelos mártires cristãos

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Varsóvia (RV) – “Gostaríamos de abraçar com a misericórdia todos os problemas e lugares onde não conseguimos chegar com nossas ações”. Este é o objetivo dos organizadores da Liturgia Ecumênica pelos mártires cristãos, a ser realizada na noite deste 10 de maio em Varsóvia, capital da Polônia. É esperada a participação de numerosos representantes das várias comunidades religiosas.

O encontro – informa a Agência SIR – é dedicado à memória daqueles que, no Oriente Médio, África, Ásia e América Latina, “perderam a vida nos últimos anos pela fidelidade ao próprio credo religioso”. A iniciativa – que será presidida pelo Arcebispo da capital polonesa, Cardeal Kazimierz Nycz - é uma promoção da Comunidade Santo Egídio

Testemunhas da misericórdia

Esta terceira edição do evento terá como tema “Testemunhos da misericórdia”. Como explicam os organizadores, “no mundo contemporâneo os mártires, com toda a sua vida, anunciam a Boa Nova e a misericórdia de Deus”. “Sobretudo no Ano Santo da Misericórdia – afirmam os membros da Comunidade Santo Egídio – estamos convencidos do fato de que temos o dever de anunciar o Ressuscitado que com a sua morte abateu os muros de inimizade entre os homens”, para que “Cristo seja hoje particularmente presente precisamente entre os perseguidos, entre aqueles que são expulsos da própria casa e entre aqueles que fogem da guerra e da miséria”.

Segundo estimativas recentes, cerca de 200 milhões de cristãos são perseguidos em todo o mundo. (JE/IP)

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Jubileu no Camboja: 111 novos batizados e 80 catecúmenos

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Phnom Penh (RV) – São 111 os novos batizados que enriquecem a Igreja cambojana no Ano da Misericórdia e 80 os catecúmenos acolhidos na comunidade durante o tempo da Quaresma e que agora preparam-se para receber o Sacramento do Batismo. Foi o que informou à Agência Fides o Vicariato Apostólico em Phnom Penh, guiado pelo Bispo Dom Olivier Schmitthaeusler.

Os 111 novos fiéis foram batizados durante a Vigília Pascal na Catedral de Phnom Penh, para alegria de toda a comunidade católica local. O prelado revelou que o caminho jubilar foi caracterizado por momentos significativos, como o retiro espiritual sobre a misericórdia, no qual tomaram parte cerca de 500 fiéis provenientes dos diversos setores pastorais do Vicariato.

Compaixão

Dom Olivier concentrou sua reflexão aos participantes do encontro, no tema da graça. “A graça é dom de Deus, afirmou. A graça é a compaixão. Deus sempre espera, acolhe e perdoa a humanidade. A graça nos inspira a viver uma verdadeira conversão do coração com a misericórdia e a justiça”.

O bispo exortou os fiéis a colocarem em prática as obras de misericórdia corporais e espirituais e enviou uma mensagem aos párocos para que continuem a solicitar às suas comunidades para que as pratiquem juntos, de forma comunitária.

Na Carta Pastoral divulgada no início do Jubileu Extraordinário, o Vigário Apostólico havia convidados os fieis a viverem o Ano da Misericórdia no signo das obras de caridade inspiradas pelo Evangelho do Bom Samaritano e realizando ao menos uma peregrinação.

(JE)

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Bispos filipinos: política esteja a serviço dos mais fracos

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Manila (RV) - “Levantai-vos, vamos!”: abre-se com este versículo extraído do Evangelho segundo São Mateus, a declaração que a Conferência Episcopal das Filipinas publicou após as eleições presidenciais que resultaram na vitória de Rodrigo Duterte, até então prefeito de Davao e conhecido pela mão de ferro utilizada contra a criminalidade e corrupção.

Reiterando que não pretendem “interferir na política”, nem “aspirar” nenhum cargo, os prelados ressaltam que, todavia, enquanto discípulos de Cristo não podem deixar de recordar aos católicos “qual tipo de fidelidade, em todas as coisas, inclusive na vida política, Cristo exige”.

Deus chama ao serviço em favor dos fracos e necessitados

Em seguida, os bispos do país asiático asseguram àqueles que foram votados a sua oração, “principalmente pedem para eles sabedoria, a fim de que possam discernir a vontade de Deus em favor do povo e tenham a coragem de fazer aquilo que o Senhor indica”.

“O mérito da vitória eleitoral de vocês não se atribui nem à fama nem à popularidade, mas a Deus que os chamou ao serviço e ao cuidado em prol dos mais fracos e mais necessitados” na sociedade, continuam os prelados.

Alarme diante da exploração de mulheres e crianças. Não se esqueçam dos pobres e dos indígenas

Em particular, a Igreja filipina chama a atenção para as mulheres e crianças, cuja tutela “não pode ser adiada”, porque se encontram “em situações de exploração”. Os bispos focam sua atenção também nos povos indígenas “marginalizados” e num crescimento econômico que ainda não alcançou valores significativos “para os filipinos que vivem fora das áreas urbanas”.

Voltando a atenção para os derrotados nas urnas, os bispos recordam que, “enquanto pessoas e filhos de Deus”, eles são “muito mais do que o cargo” ao qual aspiravam. Então, ao invés de desencorajar-se, eles deveriam desafiar a si mesmos para compreender “os tantos outros modos” existentes “para contribuir na construção do Reino de Deus”.

Colaboração vigilante da Igreja

Por sua vez, a Igreja promete “uma colaboração vigilante” com o governo. Por fim, solicitando aos fiéis “trabalhar com o executivo para o bem de todos”, a Conferência episcopal do filipina promete continuar “sendo vigilante”, de modo a “ensinar, profetizar, admoestar e corrigir”, porque essa é “a nossa vocação”, concluem os bispos. (RL)

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Entrevistas



Papa recebe Letícia Sabatella: em pauta a crise no Brasil

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Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu em audiência privada, no final da tarde da segunda-feira, (09/05), a atriz e ativista brasileira Letícia Sabatella, acompanhada da juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian.

Em entrevista à Rádio Vaticano, Sabatella falou a respeito da temática da audiência com Francisco.

“O Papa Francisco foi extremamente acolhedor, gentil, demonstrou-se preocupado com esse clima de ódio e de polarização no país. Ele acolheu a nossa colocação. Ele guarda suas reflexões para o que venha a pronunciar ou fazer. Ele nos escutou e nos acolheu, profundamente”.

Constituição

“Ele já reza pelo Brasil. Disse que vai falar algo sobre o diálogo, sobre a possibilidade de dialogar, que é o princípio da democracia. Acho que a democracia é para ser cuidada neste momento em que está correndo um grande risco, em que está sendo aviltada, no momento em que a Constituição é rasgada e é imposto o impeachment sem justificativa, a gente fica preocupado com quantos direitos vão ser perdidos a partir daí. Acho que o Papa Francisco deve falar algo em breve sobre o diálogo, sobre essa busca pelo diálogo, para que a gente chegue a conclusões melhores. Mas o que eu posso dizer é que ele nos escutou”.

Ouça a entrevista 

Já a juíza Kenarik Boujikian falou sobre a motivação do encontro com o Papa.

“O encontro se deu em razão de um pedido dos movimentos populares para manter este diálogo com o Papa Francisco que já há algum tempo já mantém uma conversa com os movimentos populares. O primeiro encontro, em 2014, aqui no Vaticano, tinha três temas fundamentais: terra, trabalho e teto. Em razão dos acontecimentos no Brasil os movimentos populares queriam trazer ao Papa Francisco as suas preocupações. Por esta razão, eu e Letícia Sabatella, estivemos aqui, por quase uma hora, relatando o que está acontecendo em nosso país”.

Ouça a entrevista 

(rb/sp)

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Formação



Saúde: o avanço da Medicina Regenerativa no Brasil

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Cidade do Vaticano (RV) - Nosso espaço de saúde prossegue com um novo trecho da nossa conversa sobre Medicina Regenerativa com o cardiologista Dr. Geniberto Paiva Campos, membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB e coordenador do Observatório de Saúde de Brasília. 

Perguntamos ao Dr. Geniberto se o Brasil está avançado no campo da Medicina Regenerativa. (MJ)

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Talitha Kum lança vídeo para alertar contra o tráfico humano

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Cidade do Vaticano (RV) – A rede das consagradas contra o tráfico de pessoas – Talitha Kum – apresenta no segundo dia da Assembleia Plenária das Superioras-Gerais (UISG) mais uma iniciativa de combate a este fenômeno: trata-se de um spot de um minuto, em várias línguas, para alertar e convidar a enfrentar juntos o tráfico.

Quem fala deste projeto é a coordenadora de Talitha Kum, Ir. Gabriella Bottani: 

“Nós preparamos um vídeo primeiramente para alertar para a questão do tráfico, para sensibilizar e, ao mesmo tempo, para fazer com que as pessoas saibam do compromisso da vida consagrada no enfrentamento ao tráfico de pessoas. A coisa bonita do vídeo é que termina com uma mensagem de esperança, que nós podemos sim fazer algo no enfrentamento ao tráfico, que a última palavra não é uma palavra de mal, mas uma palavra de bem, de esperança.”

O texto do vídeo alerta: “Milhões de mulheres, homens e crianças em todo o mundo são vítimas do tráfico de pessoas. Têm sua liberdade negada. Sua dignidade, ferida. Pessoas em estado de escravidão, vendidas como mercadoria, exploradas na prostituição, usadas para o tráfico de órgãos. 

Um mercado ilegal que gera lucro clandestino. Desde 2009, Talitha Kum luta contra a escravidão e a mercantilização da vida, a favor da liberdade e da dignidade da pessoa. Não se renda, não fique indiferente e passivo. Juntos, fazendo o bem, podemos vencer!”

O spot pode ser visto no site ou no Youtube, também em português.

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Atualidades



Papa destina fundos da EXPO à refugiados na Jordânia

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Cidade do Vaticano (RV) – Por desejo expresso do Papa Francisco, os fundos recolhidos no Estande da Santa Sé na EXPO Milão 2015 foram destinados ao Projeto “Promoting job opportunities for displaced Iraqis in Jordan”, que será realizado pela Caritas Jordânia no Centro de Santa Maria da Paz, de Amã. O montante destinado à iniciativa é de 150 mil dólares, oferecidos livremente pelos inúmeros visitantes do Estande.

O projeto, apresentado ao Pontifício Conselho “Cor Unum” – que o avaliou em colaboração com o Pontifício Conselho da Cultura – pretende ir de encontro ao desejo do Santo Padre de empregar o valor arrecadado na EXPO Milão em favor das faixas mais vulneráveis que sofrem com os conflitos na Síria e no Iraque, ou seja, os refugiados, que em grande número encontram-se na Jordânia.

O país, de fato, é um dos principais destinos dos refugiados: são 130 mil iraquianos (quase 1,3% da população) e mais de 1,3 milhões de sírios. Os números são bem maiores caso forem considerados aqueles não registrados por meio das Nações Unidas. O Diretor da Caritas Jordânia, Wael Suleiman, explica que não obstante o esforço da Igreja local e das autoridades governamentais, permanece extremamente difícil para os refugiados encontrarem trabalho: “Muitos o buscam para viver de forma mais digna, muitas vezes sem ter um contrato. Mas o mercado não oferece muitas oportunidades”.

Neste sentido, o projeto servirá para assegurar um trabalho regularmente retribuído a 15 refugiados iraquianos, que serão empregados na produção de conservas e no cultivo e venda de azeite e hortifrutigranjeiros. Também serão beneficiados os relativos núcleos familiares, até que consigam se autosustentar. O projeto prevê ainda a formação profissional em carpintaria, agricultura e indústria alimentar para cerca de 200 iraquianos e, graças ao emprego de trabalhadores ocasionais, serão ajudados outros 500 iraquianos.

O valor destinado cobrirá as despesas durante os primeiros seis meses, enquanto a fase de auto sustento deveria iniciar logo a seguir, com a venda de produtos.

O projeto será inaugurado em 12 de maio na presença do Sub-Secretário do Pontifício Conselho “Cor Unum”, Dom Segundo Tejado Muñoz, que irá em missão a Amã de 11 a 13 do mesmo mês. (JE)

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Jubileu: Bula de convocação do Ano Santo exposta em Roma

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Cidade do Vaticano (RV) – A Bula de convocação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco está exposta desde segunda-feira, 9, na sede da Obra Romana de Peregrinações, na Praça Pio XII, em frente à Praça São Pedro.

O documento, que permanecerá exposto até 31 de julho, completa assim a mostra sobre as Bulas de convocação dos Jubileus Ordinários desde 1.300 até o ano 2.000, curada por Monsenhor Sergio Pagano, Prefeito do Arquivo Secreto Vaticano – onde normalmente são conservados estes preciosos documentos.

Publicação

A Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia –‚Äč Misericordiae Vultus – foi publicada em Roma, junto de São Pedro, no dia 11 de abril – véspera do II Domingo de Páscoa ou  da Divina Misericórdia – do Ano do Senhor de 2015, o terceiro de Pontificado.

No documento, composto por 25 itens, o Papa Francisco descreve as motivações por detrás do Ano Jubilar e indica as diretrizes para vivê-lo da melhor maneira.

O Papa Francisco anunciou a realização do Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia em 3 de março de 2015, durante celebração penitencial na Basílica de São Pedro. O Ano Santo foi aberto em 29 de novembro de 2015 na Catedral de Bangui, capital da República Centro Africana, e solenemente com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro em 8 de dezembro, devendo-se concluir no dia 20 de novembro de 2016, Festa de Cristo Rei.

(JE)

 

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Aleppo: Jesuítas retomam serviço aos refugiados

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Roma (RV) – “O recrudescimento da violência registrada nos últimos tempos na Síria, em particular em Aleppo, tornou impossível por dois dias a ação dos jesuítas do JRS (Jesuit Refugee Service) no socorro à população, obrigada literalmente a ficar de joelhos. Agora, graças à trégua, o serviço foi retomado”.

Foi o que afirmou à Agência Adnkronos o Padre Camillo Ripamonti, Presidente do Centro Astalli, seção italiana do JRS, a estrutura dos jesuítas para ajuda aos migrantes e refugiados.

“Em Aleppo, o JRS assegura um serviço mais urgente, portanto, de socorro médico e de ajuda alimentar, recorda o sacerdote. Mas os bombardeios sempre mais intensos ocorreram também em espaços de assistência à população, colocando em risco a própria incolumidade física das pessoas. Portanto, a atividade é levada em frente sempre com grande dificuldade. Somente com a garantia de um cessar-fogo efetivo, os jesuítas puderam retomar o serviço”.

Quanto à comunidade cristã, “agora está realmente reduzida ao mínimo – testemunha o Presidente do Centro Astalli – mesmo que seja difícil se ter uma cifra oficial e um percentual em relação à presença antes do início das hostilidades internas na Síria. Muitos estão ainda na fronteira, na esperança de retornar; mas a cidade de Aleppo está, de fato, completamente destruída. Infelizmente – denuncia o Padre Camillo Ripamonti – diante desta emergência, a Europa prefere falar em como rejeitar estas pessoas, do que criar corredores humanitários para acolhê-las”. (JE)

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