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Sumario del 19/02/2017

Papa e Santa Sé

Atualidades

Papa e Santa Sé



Papa visita Paróquia de Santa Josefa: perdão é o caminho da santidade

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Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco visitou, na tarde deste domingo (19/09), a Paróquia de Santa Maria Josefa do Coração de Jesus, no bairro romano de Castelverde, situado a cerca de 20 Km do centro de Roma. Trata-se da 13ª visita do Pontífice a uma paróquia romana. 

O Papa Francisco saiu, do Vaticano, às 15h locais e chegou à Paróquia de Santa Maria Josefa do Coração de Jesus poucos minutos depois. Ao chegar, foi acolhido pelos fiéis que estavam à sua espera, pelo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, pelo bispo auxiliar do setor leste da cidade, Dom Giuseppe Marciante, e pelo pároco Francesco Rondinelli.
 
A Igreja estava repleta de fiéis e fora dela milhares de pessoas. Nas varandas dos apartamentos vizinhos foram colocadas várias faixas com as escritas “Viva o Papa”.

Momentos
 
A seguir, o Papa se encontrou com as crianças de 6 a 11 anos, no salão paroquial, que fizeram várias perguntas ao Pontífice. Uma delas perguntou a Francisco como ele se tornou Papa. Outra perguntou se precisava pagar para ser Papa: “Não”, respondeu o Pontífice, “os cardeais me elegeram com a ajuda do Espírito Santo”.

Foi perguntado também ao Papa quais foram os momentos mais difíceis de sua vida. Ele respondeu que foram muitos, porém, o mais difícil foi quando ele teve uma infecção que causou a remoção de um pulmão quando tinha vinte anos. “Mas a vida é bela”, acrescentou, “e as dificuldades se superam”.

A seguir, o Santo Padre se encontrou com os idosos, os doentes, os casais que batizaram seus filhos no mês passado, e as famílias ajudadas pela Caritas. 

Santidade

Depois, o Papa presidiu a celebração eucarística e em sua homilia frisou que “as leituras de hoje contêm uma mensagem única. A primeira leitura, nos diz para sermos santos, porque o nosso Deus é Santo. No Evangelho, Jesus nos diz para sermos perfeitos como o Pai do céu. “Este é um programa de vida”, disse o Papa.
 
“Qual é o caminho para alcançar a santidade? Jesus explica bem no Evangelho de hoje e explica com coisas concretas: Primeiramente, foi dito olho por olho e dente por dente, mas eu lhes digo para não se opor ao inimigo. Nada de vingança. Se eu tenho no coração rancor por alguma coisa que alguém me fez, isso me distancia do caminho da santidade. Você me fez isso! Vai me pagar. Isso não é cristão. Você vai me pagar não é linguagem de um cristão. Se alguém lhe der um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! O rancor é algo feio.” 

Perdão

Vemos nos jornais as grandes guerras, massacre de pessoas, de crianças. Quanto ódio! Rancor, desejo de vingança! Mas é o mesmo ódio que você tem no coração por algum parente.
 
“Perdoar no coração. O perdão é o caminho da santidade. Isso distancia das guerras.  Se todos os homens e mulheres do mundo aprendessem isso não existiriam guerras. A guerra começa na amargura, no rancor, no desejo de vingança. E isso destrói famílias, amizades, bairros, destrói muito”.

Oração

“O que devo fazer: amar os inimigos e rezar por eles. Rezar por aquele que me fez mal para que mude de vida, para que o Senhor o perdoe. Esta é a magnanimidade de Deus, do Deus magnânimo que perdoa tudo, que é misericordioso. Você também é misericordioso com quem lhe fez o mal? Devemos fazer como Deus. Esta é a santidade. Rezar por aquele que não quer o nosso bem, pelo nosso inimigo. Talvez o rancor permaneça em nós, mas nós estamos fazendo um esforço para caminhar na estrada do Deus misericordioso, bom e perfeito”. 

“Rezemos por aqueles que matam as crianças nas guerras. É difícil. Está muito distante, mas temos de aprender a fazer isso para que se convertam. Rezemos por aqueles que estão próximos a nós e querem o nosso mal. A oração é o antídoto contra o ódio, contra a guerra. Guerras que muitas vezes começam em casa, nos bairros, nas famílias por herança. Quantas famílias se destroem por causa de herança! A oração é potente, vence o mal e traz a paz.”
 
(MJ)

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Papa no Angelus: ser artesãos de comunhão e fraternidade

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Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (19/02), com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro. 

O Evangelho deste domingo “é uma das páginas que expressam melhor a revolução cristã. Jesus mostra o caminho da verdadeira justiça através da lei do amor que supera a de talião, ou seja, olho por olho e dente por dente. Esta regra antiga obrigava a infligir aos transgressores penas equivalentes aos danos causados: a morte a quem tinha matado, a amputação de quem tinha ferido alguém, e assim por diante. Jesus não pede aos seus discípulos para sofrerem o mal, ao contrário, pede para reagir, porém não causando outro mal, mas com o bem”.
 
Bem

“Somente assim, se quebra a cadeia do mal, um mal causa outro mal. Quebra-se esta cadeira do mal e mudam-se realmente as coisas. O mal, de fato, é um vazio, um vazio do bem, e um vazio não pode ser preenchido com outro vazio, mas somente com um cheio, ou seja, com o bem. A retaliação nunca leva à resolução de conflitos. Você me fez isso. Vai me pagar! Isso não resolve um conflito, e não é cristão”.

“Para Jesus a rejeição da violência pode comportar também a renúncia a um direito legítimo e Ele dá alguns exemplos: oferecer a outra face, ceder também o manto ou o próprio dinheiro, aceitar outros sacrifícios. Mas esta renúncia não significa dizer que as exigências da justiça são ignoradas ou contrariadas, pelo contrário, o amor cristão, que se manifesta de modo especial na misericórdia, representa uma realização superior da justiça.”
 
Distinção

“O que Jesus quer nos ensinar é a distinção clara que devemos fazer entre justiça e vingança. Distinguir entre justiça e vingança. A vingança nunca é justa. Nos é permitido pedir justiça. É nosso dever praticar a justiça, mas somos proibidos de nos vingar ou fomentar de nenhuma forma a vingança, pois é expressão de ódio e violência.”
 
“Jesus não quer propor uma nova ordem civil, mas sim o mandamento do amor ao próximo, que também inclui o amor aos inimigos: ‘Amem os seus inimigos, e rezem por aqueles que perseguem vocês!’ Isso não é fácil! Esta palavra não deve ser entendida como uma aprovação do mal perpetrado pelo inimigo, mas como um convite a uma perspectiva superior, uma perspectiva magnânima, semelhante a do Pai Celeste, que ‘faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre os justos e injustos’. O inimigo também é uma pessoa humana, criada como tal à imagem de Deus, embora no presente esta imagem seja ofuscada por uma má conduta.”

Artesãos

Segundo o Papa, “quando falamos de ‘inimigos’ não devemos pensar nas pessoas diferentes e distantes de nós; falamos também de nós mesmos, que podemos entrar em conflito com o nosso próximo, às vezes com os nossos familiares. Quantas inimizades nas famílias, quantas! Pensemos nisso! Inimigos são também aqueles que falam mal de nós, que nos caluniam e nos enganam. Não é fácil digerir isso. A todos eles, somos chamados a responder com o bem, que também tem as suas estratégias, inspiradas pelo amor”.

“Que a Virgem Maria nos ajude a seguir Jesus neste caminho exigente, que realmente exalta a dignidade humana e nos faz viver como filhos do nosso Pai que está nos céus. Nos ajude a praticar a paciência, o diálogo, o perdão, e a ser artesãos de comunhão, artesãos de fraternidade em nossa vida cotidiana, sobretudo em nossa família.” 

(MJ)

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Apelo do Papa pela RDC, Paquistão e Iraque

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Cidade do Vaticano (RV) - Após a oração mariana do Angelus, deste domingo (19/02), o Papa Francisco fez um apelo em favor das populações que sofrem por causa de violência e conflito:  

“Infelizmente, continuam chegando notícias de confrontos violentos e brutais na região do Kasai Central na República Democrática do Congo (RDC). Sinto uma dor forte pelas vítimas, especialmente pelas crianças tiradas das famílias e escolas para serem usadas como soldados. Isso é uma tragédia! Crianças-soldado! Asseguro minha proximidade e minha oração também pelos religiosos e agentes humanitários que trabalham nessa região difícil.”

A seguir, continuou:

“Faço novamente um forte apelo em prol da consciência e responsabilidade das Autoridades Nacionais e da Comunidade Internacional para que tomem decisões adequadas e rápidas para socorrer esses nossos irmãos e irmãs. Rezemos por eles e também por todas as populações que em outras partes do Continente Africano e do mundo sofrem por causa da violência e guerra. Penso, sobretudo, nas queridas populações do Paquistão e Iraque, assoladas por atos terroristas cruéis, nos últimos dias. Rezemos pelas vítimas, pelos feridos e seus familiares. Rezemos fervorosamente para que todo coração endurecido pelo ódio se converta à paz, segundo a vontade de Deus.” 

Logo após, o Papa rezou uma Ave-Maria com os fiéis, e depois saudou os peregrinos provenientes da Itália e demais partes do mundo. 

Na última quinta-feira (16/02), 88 pessoas morreram após um atentado contra um santuário sufi no sul do Paquistão.

(MJ)

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Atualidades



Espaço Interativo: O que você perguntaria ao Papa?

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Cidade do Vaticano (RV) – Abrimos espaço para um novo quadro de interação. 

Nesta semana que termina, a pergunta que lançamos em nossas redes sociais foi:

O que você perguntaria ao Papa Francisco?

Dentre as mensagens de voz que chegaram ao Whatsapp da redação, selecionamos as seguintes:

Márcio, Tatuí (SP);

Ana Gláucia, Vitória (ES);

Johnny Marques, Aracaju (SE);

Franciele, São José do Rio Preto (SP);

Suely Aparecida de Oliveira, Votuporanga (SP);

Pedro, Campina Grande (PB);

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