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Sumario del 02/05/2017

Papa e Santa Sé

Igreja no Brasil

Igreja no Mundo

Atualidades

Papa e Santa Sé



Papa: "Deus é capaz de transformar os corações de pedra"

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Cidade do Vaticano (RV) – “Peçamos a graça que o Senhor abrande os corações endurecidos, fechados na Lei, corações que condenam tudo”: foi a exortação de Francisco na missa celebrada na manhã de terça-feira (02/05) na Casa Santa Marta. Santo Estêvão é “testemunha de obediência” como Jesus, que obedeceu até o fim. E justamente por isso foi perseguido. 

Na homilia, o Papa começou pela Primeira Leitura do dia, que narra o martírio de Santo Estêvão. Aqueles que o lapidaram não entendiam a Palavra de Deus; Jesus os chama “teimosos”, “pagãos no coração e nos ouvidos”. O Papa pediu para refletir sobre os vários modos de não entender a Palavra de Deus. Por exemplo, Jesus chama os discípulos de Emaús de “tolos”, porque não entendiam, tinham medo porque não queriam problemas, mas “eram bons”, “abertos à verdade”. E quando Jesus os repreende, deixam entrar suas palavras e seu coração se aquece, enquanto aqueles que lapidaram Estêvão “estavam furiosos”, não queriam ouvir. Este é o drama do “fechamento do coração”.

No salmo 94 o Senhor adverte o seu povo, exortando a não endurecer o coração e depois, faz uma promessa belíssima ao Profeta Ezequiel: trocar o coração de pedra por um de carne, ou seja, por um coração “que sabe escutar” e “receber o testemunho da obediência”:

A Igreja sofre muito, muito por isso: corações fechados, corações de pedra, corações que não querem se abrir, que não querem ouvir; corações que conhecem apenas a linguagem da condenação: sabem condenar, mas não sabem dizer: ‘Explique-me, por que diz isto? Por que isto? Explique-me...’. Não: são fechados, sabem tudo, não precisam de explicações”.

A repreensão que Jesus faz é “Mataram os profetas porque diziam coisas que vocês não gostavam”, recordou Francisco.

Um coração fechado não deixa o Espírito Santo entrar:

“Em seus corações não havia lugar para o Espírito Santo. A Leitura de hoje nos diz que Estêvão, cheio do Espírito Santo, havia entendido tudo: era testemunha da obediência do Verbo feito carne, como feito pelo Espírito Santo. Estava cheio. Um coração fechado, um coração teimoso, um coração pagão que não deixa o Espírito Santo entrar e se sente autossuficiente”.

Os dois discípulos de Emaús “somos nós”, disse o Papa, “com tantas dúvidas, tantos pecados, que tantas vezes queremos nos afastar da Cruz, das provações, mas abrimos espaço para ouvir Jesus que nos aquece o coração”. Jesus disse muito, coisas piores daquelas ditas por Estevão ao outro grupo, aos que são “fechados na rigidez da lei e não querem ouvir”.

Francisco concluiu se referindo ao episódio da adúltera, que era pecadora. “Cada um de nós – afirma – entra em um diálogo entre Jesus e a vítima dos corações de pedra: a adúltera”. Àqueles que queriam lapidá-la, Jesus responde apenas: “Olhem dentro de si”:

“Hoje, olhemos para a ternura de Jesus: testemunha da obediência, Grande Testemunha, Jesus, que deu a vida, nos mostra o carinho de Deus por nós, por nossos pecados e sofrimentos. Entremos neste diálogo e peçamos a graça que o Senhor abrande um pouco o coração destes rígidos, daquelas pessoas que estão sempre fechadas na Lei e condenam tudo o que é fora daquela Lei. Não sabem que o Verbo veio em carne, que o Verbo é testemunho de obediência, não sabem que a ternura de Deus é capaz de transformar um coração de pedra, colocando em seu lugar um coração de carne”.

(CM)

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Rosário gigante para receber Francisco em Fátima

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Lisboa (RV) – Um Rosário pesando 540 quilos e medindo 26 metros de altura – criado pela artista portuguesa Joana Vasconcelos – receberá o Papa Francisco no Santuário de Fátima em 12 de maio próximo.

A obra, feita com contas brancas e intitulada “Suspensão”, foi apresentada esta terça-feira na entrada da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima.

A partir desta noite, até outubro, o Rosário se iluminará diariamente às 21h30min (hora local), quando tem início a oração do Terço na Capela das Aparições.

A peça – encomendada pelo próprio Santuário para comemorar o centenário – recorda a aparição em Fátima aos três pastorzinhos da Virgem Maria, que tinha em suas mãos um Rosário com contas brancas.

A criação de Joana Vasconcelos segue a linha de obras anteriores, realizadas há mais de 20 anos, entre elas uma criação de 2002 intitulada “www.fatimashop”.

O Papa Francisco visitará Fátima, distante 130 km de Lisboa, nos dias 12 e 13 de maio, para participar das comemorações do centenário das aparições, ocasião em que canonizará Francisco e Jacinta.

Francisco será o quarto Pontífice a peregrinar a Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).

A devoção a Virgem da Fátima nasceu em 13 de maio de 1917, quando três pastorzinhos – Lúcia, Jacinta e Francisco – tiveram visões de Nossa Senhora.

(JE/EFE)

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Viagem ao Egito foi um gesto corajoso de Francisco, diz Pe. Rafic Greiche

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Cairo (RV) - "O Papa Francisco é um homem corajoso". Ao fazer esta afirmação, o sacerdote melquita, Padre Antoine Rafic Greiche, não referia-se ao fato de o Pontífice não usar um carro blindado em seus deslocamentos no Cairo, mas sim à própria decisão de visitar o país.

"Toda a viagem, de forte conteúdo ecumênico e inter-religioso, foi um ato de coragem, afirmou. O Pontífice veio como peregrino em um lugar ferido, também recentemente, pela violência terrorista. Sinal de que não teve medo de mergulhar na realidade de nosso tempo, mesmo quando ela é dolorosa".

Ao receber na sede do Patriarcado de Heliopolis o jornal dos bispos italianos "Avvenire", o porta-voz da Igreja Copta Católica enfatizou que a visita  "foi um belo momento". "Esta viagem foi crucial para a Igreja do Egito, para o resto do país e para o mundo. Francisco veio para confirmar os seus irmãos na fé. Cuidou deles, assumiu os seus sofrimentos, demonstrando assim uma atenção preciosa pela Igreja egípcia".

"A sua presença - prosseguiu Padre Rafic - foi também importante para toda a nação, que pode demonstrar uma nova estabilidade após um período turbulento. Sobre questões importantes, além disto, como o fim do conflito entre israelenses e palestinos e a resposta ao terrorismo, entre Santa Sé e Governo pode haver um terreno comum de colaboração".

O Papa não falou somente ao Egito, mas para todo o mundo. Em um gesto profético, participou da Conferência sobre a Paz em Al-Azhar, a principal instituição do Islã sunita. Foi a primeira vez que um Pontífice participa de um encontro muçulmano desta envergadura, no signo da reconciliação de todos os filhos de Abraão.

"O de Al-Azhar - observa Padre Rafic - foi um dos quatro momentos fortes da viagem. Os outros foram o encontro com o Presidente Abdel Fattah  al-Sisi, a reunião com o Patriarca Tawadros e a Missa com as Igrejas Católicas do Egito. Falo ao plural - explica - porque existem sete: Copta, com o maior número de fiéis, Melquita, Maronita, Siríaca, Caldeia, Armênia e latina. Uma presença reduzida, em termos numéricos, mas extremamente viva. Como demonstram as 171 escolas construídas, os numerosos hospitais, seminários, centros de acolhida, até mesmo cinema".

Um "pequeno rebanho" de 300 mil católicos inseridos na maior comunidade cristã do norte da África e do Oriente Médio. Entre os cerca de oito a dez milhões de habitantes do Egito, eles representam cerca de 10% da população, a maior parte ortodoxos.

Entre as duas Confissões, o diálogo é cotidiano e quase natural, dado que a maior parte das famílias "é mixta". "No Egito, outrossim, fazemos experiência constante do ecumenismo de sangue, explica o sacerdote. O terrorismo ataca ambas as comunidades com a mesma ferocidade".

"Graças a Francisco - explica - foi iluminada no contexto internacional a presença, discreta mas fundamental, dos cristãos no Oriente. Eles são parte integrante do tecido social do Oriente Médio e Próximo. Um universo - o último - muito mais plural do quanto se possa imaginar, e onde duas grandes religiões - cristianismo e islamismo - tiveram e devem aprender a viver juntas".

"Um desafio que é possível, não obstante as dificuldades, considera o porta-voz da Igreja Copra Católica. Quando um kamikaze disseminou a morte na Igreja de São Pedro e Paulo, em dezembro, os primeiros a entrar para socorrer os feridos foram os islâmicos. Também agora, depois dos atentados no Domingo de Ramos, os nossos vizinhos muçulmanos foram os primeiros a vir para apresentar as condolências, e participaram com comoção dos funerais. São sinais concretos de esperança, para o presente e para o futuro".

(JE com Avvenire)

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Dom Urbańczyk: armas nucleares criam falsa sensação de segurança

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Viena (RV) - “As armas nucleares criam uma falsa sensação de segurança”, disse o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Viena, Áustria, Dom Janusz Urbańczyk, ao Primeiro Comitê Preparatório para 2020 de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). A conferência teve início, nesta terça-feira (02/05), em Viena, e prossegue até o próximo dia 12. 

O prelado recordou que quando a Santa Sé aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, em 1971, quis contribuir nos esforços para promover “a segurança, a confiança recíproca e a cooperação pacífica nas relações entre os povos”. “Também hoje, a presença da Santa Sé no Comitê preparatório é movida pelo desejo de trabalhar por um mundo livre de armas nucleares”, observou Dom Urbańczyk.

“Porém, os esforços da comunidade internacional de utilizar o Tratado para tornar o mundo mais seguro, até agora não foram suficientes. A Santa Sé exorta os Estados a fazerem passos concretos a fim de alcançar “o objetivo final de abolição das armas nucleares. Está pronta para se comprometer, de forma construtiva, neste processo. A paz deve ser reconhecida como uma virtude ativa que requer o esforço de cada indivíduo e da sociedade como um todo”. 

“Uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos, segundo a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz deste ano, não pode basear-se na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero”. “Nesta mensagem, o Pontífice fez um apelo em prol do desarmamento, da proibição e abolição das armas nucleares”. “A dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca”, acrescentou o Papa, “não podem fundamentar este tipo de ética”. 

“A Santa Sé, além de apoiar esforços e negociações em prol da criação de um instrumento juridicamente vinculador para proibir as armas nucleares, acompanha com preocupação a situação na península coreana. A Santa Sé apoia os esforços da comunidade internacional para relançar as negociações sobre a desnuclearização e paz.” 

Dom Urbańczyk concluiu, afirmando que “exortação dirigida às autoridades políticas não é somente a de garantir a segurança aos próprios cidadãos, mas trabalhar ativamente pelo crescimento global da paz, algo que a humanidade tanto precisa”. 

(MJ)

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Sociedade participativa é tema de Plenária no Vaticano

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Cidade do Vaticano (RV) – Concluiu-se esta terça-feira (02/05), no Vaticano, a Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, sobre o tema “Rumo a uma sociedade participativa: novos caminhos para a integração social e cultural”.

As diretrizes para os trabalhos foram dadas pelo Papa Francisco, que enviou aos membros da Pontifícia Academia uma mensagem especial. Primeiramente, foram definidos os conceitos de participação, luta à exclusão e integração. A participação, por exemplo, pode ser institucional ou espontânea. A exclusão pode ser ativa ou passiva, como no caso de uma forte crise econômica.

Fragmentação social

A Plenária evidenciou a preocupação com o difundir-se da fragmentação social e da incapacidade dos sistemas políticos de governar a sociedade. Esses dois fenômenos se difundem em muitos países e criam situações de forte desintegração social, em que se torna sempre mais difícil realizar formas de participação social inspiradas em princípios de justiça, solidariedade e fraternidade.

Na raiz desta desintegração, está a crise da representação política, as crescentes desigualdades sociais, os desequilíbrios demográficos, as migrações e o elevado número de refugiados, o papel ambivalente das tecnologias da informação e comunicação e os conflitos religiosos e culturais.

Abismo entre ricos e pobres

“Certamente, o fator mais significativo que atua contra a participação social é a crescente desigualdade social entre as restritas elites e a massa da população”, lê-se no comunicado divulgado ao final da Plenária, destacando o enfraquecimento da classe média na Europa e na América, e o seu reforçamento na Índia e na China.

No comunicado, se reafirma que a sociedade participativa é aquela que afirma e promove os direitos humanos, na consciência de que a legislação sobre os direitos humanos não pode realizar qualquer projeto utópico de transformação social, mas somente  criar as condições positivas em que as pessoas e os grupos podem agir de modo ético. 

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Centenário da Congregação para as Igrejas Orientais

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Cidade do Vaticano (RV) - A Congregação par as Igrejas Orientais - instituída por Bento XV em 1° de maio de 1917 - completa cem anos.

Para recordar a data, a própria Congregação, em colaboração com o Pontifício Instituto Oriental, organiza nos dias 4 e 5 de maio o Congresso intitulado "Identidade de uma missão futura, entre passado e presente".

A Congregação para as Igrejas Orientais tem como missão favorecer o crescimento, salvaguardar os direitos e o patrimônio litúrgico, disciplinar e espiritual das comunidades católicas orientais de rito armênio, bizantino, copta e sírio, ou seja, aquelas que após o Cisma de 1054 romperam com os Patriarcas Ortodoxos do Oriente (Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém) e voltaram à plena comunhão com o Pontífice Romano, preservando no entanto sua Liturgia e direito eclesiástico.

Em relação às regiões onde estão inseridas estas comunidades - Grécia, Albânia meridional, Bulgária, Chipre, Turquia, Irã, Iraque, Jordânia, Síria, Líbano, Palestina, Península do Sinai, Egito, Eritreia e Etiópia setentrional - a Congregação para as Igrejas Orientais tem também jurisdição absoluta sobre os Bispos, cleros e religiosos.

Atualmente a Congregação é constituída por 32 membros, entre Cardeais, Arcebispos e Bispos. O Prefeito, nomeado em 9 de junho de 2007 por Bento XVI, é o Cardeal argentino Leonardo Sandri.

História

Originalmente, suas funções eram desempenhadas pela Congregação de Propaganda fidei, instituída em 1622, que supervisionava também a atividade missionária.

Dentro deste dicastério, em 6 de janeiro de 1862, o Papa Pio IX erigiu a Congregatio de Propaganda Fide pro negotiis ritus orientalis com o breve Romani Pontifices.

O organismo adquiriu autonomia com Bento XV, com o motu proprio Dei Providentis, de 1° de maio de 1917, assumindo o nome de Congregatio pro Ecclesia orientali.

A atual denominação foi atribuída pelo Papa Paulo VI com a Constituição Apostólica Regimini Ecclesiae universae, de 15 de agosto de 1967.

Sob o Pontificado de João Paulo II, com a Constituição Apostólica Pastor Bonus, de 28 de junho de 1988, adquiriu o perfil atual.

De 1917 a 1967, à frente do dicastério estava o próprio Pontífice, que delegava as suas funções aos Cardeal Secretário. O papel de Secretário era desempenhado por um prelado com o título de assessor. A partir de 1967 assumiu o título de Prefeito.

Para conhecer o programa do congresso, clique aqui.

(JE com Il Sismografo)

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Igreja no Brasil



Dom Erwin: brasileiros devem voltar sua atenção para a Amazônia

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Aparecida (RV) – Neste 7º dia da Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o dia teve início com a celebração da Eucaristia no Santuário Nacional, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer. Em sua homilia, Dom Odilo recordou os bispos falecidos e a vida deles dedicada ao reino de Deus. 

“Rezamos em ação de graças pela vida dos nossos irmãos bispos falecidos, sua vida dedicada ao reino de Deus em nossas dioceses, na CNBB e nosso Brasil. Eles receberam de Deus o prêmio de sua fé, de sua esperança, de sua caridade pastoral”, disse Dom Odilo.

O tema central da assembleia, a Iniciação à vida Cristã, também esteve presente nas palavras do Cardeal.

“Uma iniciativa tão necessária para formar discípulos missionários verdadeiros de Jesus Cristo, o que é isto se não ajudar as pessoas, ajudar o povo a se aproximarem de Jesus Cristo e se saciarem dele”.

Antes de finalizar, o arcebispo de São Paulo fez uma reflexão citando a vida e obra de Santo Atanásio que foi bispo, teólogo, pregador, iniciador da fé e que deu ao seu povo o verdadeiro pão do céu.

Os trabalhos prosseguiram com uma sessão privativa no subsolo do Santuário e depois no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida.

Sobre o andamento dos trabalhos e temas discutidos nós conversamos com o Arcebispo de Sorocaba, SP. Dom Julio Akamine…

No encontro com a imprensa nos dias passados Dom Erwin Krautler, bispo emérito da Prelazia do Xingu recordou o chamado à evangelização da Amazônia, os desafios e exigências relacionados à área e ressaltou o apreço do Papa Francisco pelo trabalho que ali deve ser desenvolvido.

“O Papa Paulo VI, já nos anos 1970, disse que ‘Cristo aponta para a Amazônia’. Mas nenhum dos papas recentes colocou a Amazônia tanto no coração como o Papa Francisco. A Amazônia é para ele, por assim dizer, uma orientação, um desafio e uma exigência”, disse Dom Erwin.

Dom Erwin citou a encíclica do papa Francisco Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum, que em dois parágrafos cita a Amazônia e os povos indígenas. A carta do papa é uma das motivações para a articulação do trabalho realizado nos nove países que possuem território da floresta amazônica e que compõem a chamada Pan-Amazônia.

Ele ainda reforça que os brasileiros devem voltar sua atenção para a Amazônia, que “até agora estava muito distante, especialmente no Sul do país”. 
Ainda hoje teremos a celebração Ecumênica no final do dia, recordando os 500 anos da Reforma Protestante. 

De Aparecida (SP), para a Rádio Vaticano, Silvonei José

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Dom Paloschi: confronto entre índíos e fazendeiros no Maranhão

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Aparecida (RV) - Menos de um mês depois de um confronto por terras no Mato Grosso, dessa vez, o conflito foi no Maranhão. Índios da tribo Gamela e fazendeiros brigaram com revólveres e facões. Houve feridos dos dois lados. Cinco índios estão no hospital, em São Luis, em estado grave.

O ataque foi no fim da tarde de domingo (30), no povoado Bahias, em Viana, cerca de 250 quilômetros de São Luís. Segundo a Pastoral da Terra, dezenas de homens chegaram à área indígena com armas de fogo, facões e pedaços de pau e os índios foram pegos de surpresa.

Ainda segundo a Pastoral da Terra, essa é uma área indígena que foi invadida por fazendeiros. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o motivo seria uma disputa por terras na região entre fazendeiros e os índios Gamela. A Polícia Civil está investigando o caso.

Sobre o que aconteceu nós conversamos com o Arcebispo de Porto Velho, Ro, Dom Roque Paloschi, que também é presidente do CIMI, Conselho Indigenista Missionário... 

De Aparecida SP, para a Rádio Vaticano, Silvonei José

 

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Aparecida: Dom Werlang, a dignidade do trabalho

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Aparecida (RV) – Sétimo dia de atividades na 55ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida, SP. Mais de 350 bispos de todos os regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil estão reunidos no Santuário Nacional desde o último dia 26 de abril. O tema central tratado nestes dias é a Iniciação à Vida Cristã: um processo formativo do discípulo missionário de Jesus Cristo, “Dá-me de beber”. 

A organização do texto de trabalho que os bispos receberam e estão desenvolvendo nestes dias com o intuito de tornar-se um documento da Igreja no Brasil, divide-se em três capítulos e tem como base o método VER (Aprender da história e da realidade) – ILUMINAR (Discernir como Igreja) – AGIR (Propondo caminhos). Dessa forma, os bispos querem que a Igreja se anime e busque cada vez mais a compreensão do processo de iniciação cristã, em suas diferentes dimensões e nas mais variadas realidades em que está inserida.

Os trabalhos desta terça-feira, como já é habitual, tiveram início com a celebração da Santa Missa no Santuário Nacional, hoje presidida pelo Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer. Nesta manhã rezou-se pelos bispos falecidos. Os trabalhos continuam hoje no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. Os temas a serem tratados dizem respeito, além da Iniciação à Vida Cristã a questões como a liturgia, o Sínodo dedicado aos jovens, que se realizará no próximo ano no Vaticano e o Projeto Pensando o Brasil: Educação. Projeto que apresenta o cenário da educação no Brasil e propõem caminhos para superar os principais desafios que levanta: políticas públicas, orçamento para educação, gestão escolar e educação como compromisso de todos. O projeto levanta ainda as pistas de ação.

A programação desta terça-feira conta ainda com uma celebração Ecumênica no final do dia, recordando os 500 anos da Reforma Protestante. Na quinta-feira, dia 4 de maio, será realizada uma Sessão Mariana, em comemoração pelos 300 anos do Encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e 100 anos das Aparições de Fátima.

Ontem, Dia do Trabalho e do Trabalhador, a Santa Missa no Santuário foi presidida por Dom Guilherme Werlang, bispo da Diocese de Ipameri, Go. Ele conversou conosco...

Já a Arquidiocese de Olinda e Recife foi escolhida para sediar o Congresso Eucarístico Nacional de 2020. O anúncio foi feito durante a  Assembleia Geral.

Diante do unânime parecer dos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB e das várias respostas antecipadas dos vicariatos e lideranças locais, Dom Fernando Saburido apresentou a candidatura da Arquidiocese de Olinda e Recife, que foi aprovada por unanimidade pelos bispos de todo Brasil.

Para Dom Fernando Saburido, “a aprovação unânime foi uma grande alegria, não somente para nossa arquidiocese, mas para todo o Regional NE 2”, comentou. “Trabalharemos juntos para realizar um, espiritualmente, rico Congresso Eucarístico Nacional para o bem da Igreja de Olinda e Recife e das demais Igrejas do nosso Regional”, concluiu Dom Fernando.

De Aparecida, SP, para a Rádio Vaticano Silvonei José.

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CPT: causa da violência é a corrida pelo lucro

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Cidade do Vaticano (RV) - Os ataques contra ativistas e defensores de direitos humanos no Brasil, além dos conflitos no campo, colocaram o país na lista de casos que preocupam as Nações Unidas. Em uma declaração de segunda-feira (01/05), o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, alertou para o que ele chama de uma “escalada” de violência, sem uma resposta devida da Justiça.

Zeid ainda foi além e apontou que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) conta um total de 61 pessoas mortas em conflitos no campo no ano de 2016. O número é o segundo maior em 25 anos, superado apenas por 73 mortos registrados em 2003. No ano passado, das 61 vítimas, 17 eram jovens com menos de 29 anos. Treze eram indígenas.

Em um ataque que ainda não foi comentado pela ONU, uma aldeia indígena localizada no município de Viana (MA) foi invadida no domingo por homens munidos com facões e armas de fogo. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pelo menos treze índios foram feridos, dois dos quais tiveram as mãos decepadas – cinco foram baleados. O ataque foi na região do Povoado das Bahias, área ocupada pela etnia gamela. O Presidente do CIMI, Dom Roque Paloschi, condenou o atentado.

Dom Enemésio Lazzaris, bispo de Balsas (MA) é o Presidente da CPT. Ele comenta, em exclusiva para a RV, a dinâmica do ataque. Ouça aqui: 

(SP/CM/Estado)

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Seminário em SC sobre implicações do Acordo Brasil-Santa Sé

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Florianópolis (RV) – As implicações Jurídicas e Administrativas do Acordo Brasil-Santa Sé serão tema de um Seminário a ser realizado nos dias 4 e 5 de julho de 2017 na Sala de eventos do Hotel Castelmar, em Florianópolis.

O evento é promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Instituto Superior de Direito Canônico Santa Catarina (ISDCSC).

O Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, foi firmado na Cidade do Vaticano, em 13 de novembro de 2008 e aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo Nº 698, de 7 de outubro de 2009, nos termos do seu artigo 20 entrou em vigor em 10 de dezembro de 2009, sendo promulgado pelo Presidente da República através do Decreto Nº 7.107, de 11 de fevereiro de 2010.

Estarão presentes no Seminário, além do Arcebispo Metropolitano de Florianópolis e Moderador do ISDCSC, Dom Wilson Tadeu Jönck, SCJ, o Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni d'Aniello, o Presidente da Comissão Episcopal para o Acordo Brasil – Santa Sé, Cardeal Dom Raymundo Damasceno de Assis  e o Bispo Auxiliar de Brasília, Secretário-Geral da CNBB e Secretário da Comissão Episcopal para o Acordo Brasil – Santa Sé, Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM.

São convidados os Bispos de todas as dioceses do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, representantes na área do economato e da administração diocesana e paroquial, responsáveis pela administração dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vidas Apostólicas, Associações de Fiéis e outros organismos eclesiais, Juízes, Procuradores, Promotores, Defensores, Oficias de Cartórios, Advogados, e as Instituições de Ensino Superior de Direito, Administração e Contabilidade.

Maiores informações e inscrições no site do ISDCSC (isdcsc.org.br/seminario-2017).

 

 

 

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Igreja no Mundo



Igreja Ortodoxa apoia proibição das Testemunhas de Jeová na Rússia

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Moscou (RV) –  A Igreja Ortodoxa Russa vê as Testemunhas de Jeová como uma seita perigosa e apoia a proibição que lhe foi imposta de existir e atuar  na Rússia.

"Esta é uma seita, totalitária e prejudicial. Estou bem ciente disso porque eu tive a oportunidade de falar mais de uma vez com antigos adeptos desta seita", declarou o Metropolita Hilarion de Volokolamsk, chefe do Departamento Sinodal para as Relações Externas da Igreja Ortodoxa Russa, a participar de um programa no canal de TV Rossiya 24 (VGTRK).

Os membros das Testemunhas de Jeová são perigosos porque se aproximam das pessoas na rua e lhes oferecem sua literatura, se apresentam como uma organização cristã, enquanto suas atividades são baseadas em "manipular a consciência e corroer a psique das pessoas e da família", afirmou o metropolita .

Além disso, os adeptos das Testemunhas de Jeová "distorcem os ensinamentos de Cristo e interpretam mal o Evangelho", acrescentou ele.

"Sua doutrina contém muitos ensinamentos falsos, eles não crêem em Jesus Cristo como o Deus e  Salvador, eles não reconhecem a doutrina da Trindade e, portanto, não podem ser chamados cristãos", reiterou

Em 20 de abril, a Suprema Corte russa havia dado decidido favoravelmente em favor do processo movido pelo Ministério da Justiça russo, que designou as Testemunhas de Jeová como uma organização extremista.

O Metropolita Hilarion saudou esta decisão judicial e sugeriu que a influência "perniciosa e prejudicial" das Testemunhas de Jeová começaria agora a declinar.

A Igreja Ortodoxa Russa não participou dos procedimentos e não foi consultada, disse ele.

(JE/Interfax)

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Assis prepara-se para inauguração do Santuário do Despojamento

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Assis (RV) – “Quero vir e quero explicar como a Igreja deve despojar-se”, disse o Papa Francisco ao Bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, durante a visita à cidade da Úmbria em 2013, quando o prelado o havia  convidado para visitar aquela que antes se chamava a Sala do trono - na Igreja de Santa Maria - e que depois tornou-se o Santuário do Despojamento.

Em carta enviada ao prelado em 16 de abril, Francisco definiu o local como  “uma nova pérola no panorama religioso de Assis”.

O Santuário foi confiado pelo bispo aos cuidados dos frades menores capuchinhos e sua inauguração será marcada por celebrações e intensas atividades na semana entre 14 a 21 de maio próximo, em Assis.

Primeira relíquia

A semana se abrirá com a apresentação daquela que pode ser considerada como a primeira relíquia do “novo” Francisco, ou seja, o manto com o qual o Bispo Guido cobriu Francisco no momento de seu despojamento em Praça Pública, diante dos moradores da pequena Assis.

A relíquia será levada em procissão e venerada durante toda a semana no novo Santuário, como antecipou na manhã desta terça-feira em uma coletiva de imprensa o Bispo Sorrentino.

O manto “fala a todos, crentes e não crentes, e nasce como profecia de uma sociedade mais justa e solidária”.

Com o Santuário do Despojamento – diz o prelado - “Assis redescobre assim a si mesma, reencontra as origens da aventura de São Francisco e valoriza um local símbolo da história do Santo”.

Cardeal Parolin

A solene cerimônia oficial da inauguração está programada para 20 de maio, enquanto no dia 21, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, concluirá a semana presidindo a uma solene Celebração Eucarística.

No dia 21 de maio, o crítico de arte e escritor Vittorio Sgarbi, participará de um colóquio intitulado “O despojamento de Francisco de Giotto a Sermei e o pensamento do Papa Francisco”.

(JE-ANSA)

 

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Atualidades



Custódia da Terra Santa: novo guia turístico para peregrinos

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Roma (RV) - A Custódia da Terra Santa lançou um novo guia para peregrinos e turistas que desejam conhecer a terra de Jesus. 

Trata-se de um volume com oitocentas páginas que contam a história, a religião, a arte e a arqueologia da Terra Santa. Trinta e duas páginas coloridas com os mapas das principais cidades e sítios arqueológicos mais significativos. Mais de duzentos lugares descritos de forma detalhada, com horários de abertura e todas as informações úteis aos turistas, além de referências bíblicas para cada localidade.

O novo guia turístico já se encontra nas livrarias italianas, dedicado a quem deseja descobrir Israel, Palestina, Jordânia e Monte Sinai. Os responsáveis pela elaboração do volume são os Freis Heinrich Fürst e Gregor Geiger que uniram a competência arqueológica, bíblica, histórica e geográfica à paixão por estas terras. Atenção aos detalhes, profundidade, explicações precisas e referências constantes aos textos bíblicos fazem deste guia “uma ferramenta indispensável para todos os peregrinos e turistas que querem enfrentar a subida para Jerusalém”. O prefácio do livro foi escrito pelo Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Patton.

O novo guia turístico será apresentado, em Roma, na próxima quinta-feira (04/05), às 17h30 locais, na Sala das Estátuas da Delegação da Terra Santa, situada na rua Matteo Boiardo 16. Estarão presentes o Frei Gregor Geiger, professor de Hebraico bíblico e línguas semíticas no Studium Biblicum Franciscanum, em Jerusalém, responsável pela obra, o Frei Claudio G. Bottini, biblista e decano emérito do Studium Biblicum Franciscanum, em Jerusalém, e Dom Pierbattista Pizzaballa, Administrator Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém. 

As honras da casa serão feitas pelo Frei Giuseppe Ferrari, delegado do padre custódio para a Itália, presidente da Fundação Terra Santa. 

Será possível conhecer o escritório das peregrinações da Custódia promovidas e guiadas no local pelos Franciscanos da Terra Santa. Quem participa contribui na missão de proteger os Lugares Santos. 

Mais informações consulte o site Peregrinações Custódia da Terra Santa. 

(MJ)

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Fátima: Papa Francisco será recebido por crianças na Capelinha das Aparições

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Fátima (RV) - O Santuário de Fátima informa que o Papa Francisco vai ser acolhido por crianças das três escolas católicas da região quando chegar à Capelinha das Aparições na tarde de 12 de maio.

Numa nota enviada nesta terça-feira à Agência Ecclesia, o santuário mariano da Cova da Iria explica que Francisco vai ter à sua espera as crianças das escolas do Sagrado Coração de Maria, de São Miguel e do Centro de Estudos de Fátima.

A passagem do pontífice pela capelinha, para um momento de oração, vai ser o primeiro ato oficial da Peregrinação ao Santuário de Fátima onde vai presidir ao Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos pastorzinhos.

Já no dia seguinte, a 13 de maio, o Papa Francisco presidirá a Eucaristia onde canonizará os beatos Francisco e Jacinta Marto. Cerca de 20 crianças, de 6 a 16 anos, vão “escoltar” as relíquias dos irmãos videntes na procissão de entrada.

As relíquias, um fragmento de osso de Francisco e uma mecha de cabelo de Jacinta, vão ser transportadas em dois relicários que têm a forma de candeia e ser colocadas à direita do altar, junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Os relicários serão transportados pela postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta, irmã Ângela Coelho, e por Pedro Valinho, assessor da Postulação.

Os pastorzinhos se tornarão os mais jovens santos não-mártires da história da Igreja Católica.
O Papa Francisco é o quarto pontífice a visitar Fátima, depois de Paulo VI, em 1967, São João Paulo II, em 1982, 1991 e 2000, e pelo Papa emérito Bento XVI, em 2010.
 
(MJ/Agência Ecclesia)

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