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Sumario del 19/08/2017

Papa e Santa Sé

Igreja no Brasil

Formação

Atualidades

Papa e Santa Sé



Barcelona: domingo, missa pela paz será na Basílica da Sagrada Família

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Barcelona (RV) - Domingo 20 de agosto, às 10h, a Basílica da Sagrada Família da capital catalã acolherá uma missa solene em memória das vítimas dos atentados terroristas de Barcelona e Cambrils. O arcebispo metropolitano de Barcelona, Juan José Omella, presidirá conjuntamente com o auxiliar, Dom Sebastià Taltavull, a celebração na intenção das vítimas, da recuperação dos feridos e do acompanhamento de seus familiares.   

A missa será aberta a toda a cidadania e o ingresso estará livre pelas duas fachadas. A celebração habitual da missa internacional das 9h fica anulada esta semana.

Tweet do Pontífice

Em tweet publicado na manhã de sábado (19/08), o Papa Francisco escreve: “Rezo por todas as vítimas dos atentados destes dias. Que a violência cega do terrorismo não encontre mais espaço no mundo”. 

A Sagrada Família é o monumento mais visitado da Espanha 

A obra do arquiteto Antonio Gaudí começou a ser construída em 1882. A construção é totalmente financiada com as entradas dos visitantes e doações. A finalização da obra está prevista para 2026.

Neste sábado (19/08), a Basílica recebe visitantes normalmente e apesar da tristeza do momento, as atividades decorrem como o habitual, com a máxima segurança. 

A obra pastoral da Arquidiocese de Barcelona compreende toda a região metropolitana, que conta cerca de 3 milhões de habitantes, e duas dioceses sufragâneas, Terrasa e Sant Feliu de Llobregat.

 

(cm)

 

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A Semana de Francisco - 29

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Cidade do Vaticano (RV) - O sábado é dia de conferir as principais atividades do Papa Francisco durante a semana que passou. No domingo (13), o Santo Padre destacou o episódio de Jesus que, após ter rezado toda a noite à margem do lago da Galileia, se dirigiu à barca dos discípulos, caminhando sobre as águas: "a garantia contra o naufrágio é a fé em Cristo e na sua palavra. Nessa barca estamos seguros, apesar das nossas misérias e fraquezas".

Já na terça, 15 de agosto, dia solene da Festa da Assunção de Nossa Senhora, Francisco usou da visita de Maria à sua prima Isabel como inspiração para sua reflexão sobre "as pessoas humildes, desconhecidas para o mundo". Em seguida, na sua saudação depois do Angelus, o Papa rezou pelas vítimas de calamidades naturais, como as centenas de pessoas mortas em Serra Leoa.

Veja o resumo da semana no vídeo:

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Dublin: motores se aquecem para o Encontro das Famílias 2018

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Cidade do Vaticano (RV) – A um ano do Encontro Mundial das Famílias de Dublin, será apresentado segunda-feira (21/08) no Santuário de Knock, na Irlanda, o itinerário de preparação ao evento marcado para a capital irlandesa de 21 a 26 de agosto de 2018.

O arcebispo Diarmuid Martin, com o Padre Timothy Bartlett, secretário geral do Encontro, vão ilustrar a ‘contagem regressiva’ para o evento que reunirá famílias da Irlanda e do mundo inteiro em 6 dias de orações, diálogo e divertimento.

Em breve, o ícone começará a peregrinação pelas dioceses irlandesas e será apresentada a oração oficial do evento. Uma das muitas iniciativas apresentadas é o lançamento do programa ‘Amoris: falemos sobre família; sejamos família!’ (‘Amoris: let’s talk family! Let’s be family!’), que deve oferecer recursos para a reflexão e o debate à luz da Exortação Apostólica do Papa Francisco.

O convite é para todos

“Venham a Dublin para o Encontro em que celebraremos a beleza, os pontos fortes, os problemas e as satisfações da vida familiar”: é o convite dirigido a todos com a promessa: “a experiência mudará suas vidas e enriquecerá vocês e suas famílias!”.

"O Evangelho da família, alegria para o mundo" é o tema anunciado para o Encontro. O site, no qual encontrar informações como cadastro, alojamento e voluntariado, é worldmeeting2018.ie.

Os preparativos estão sendo realizados em colaboração com a Congregação para os Leigos, a Família e a Vida. 

(cm)

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Igreja no Brasil



Na Amazônia, silenciar e ouvir o canto de harmonia dos povos

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Brasília (RV) – A irmã italiana Tea Frigério é uma missionária xaveriana que vive e trabalha nas pastorais amazônicas há 42 anos. Pós-­graduada em assessoria bíblica e membro da equipe de formação do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), ela participou do Encontro sobre Ecoteologia promovido pela REPAM (Rede Eclesial Pan-amazônica) em Brasília, nos dias 16 e 17 de agosto. E no âmbito do debate “Alcances e Limites da Laudato si à luz da Ecoteologia no Brasil”, a irmã propôs uma reflexão contextual sobre o as vozes do ecossistema, questionando sobre o potencial e a fragilidade do povo amazônico.  

“Silenciar e escutar o canto dos povos amazônicos; o que ele está cantando? Frente à Amazônia deveríamos silenciar. Sentir a brisa que sopra da floresta e escutar as suas vozes, para encontrar o caminho de harmonia e bem viver. O silencio nos faz escutar e provoca a reescrever a história da Amazônia, a partir dos ribeirinhos, do catador de castanha e de coco babaçu, dos seringueiros, das mulheres da Amazônia”.

O silêncio também nos convida a tirar as sandálias para contemplar a mística da Amazônia e cultivar uma espiritualidade amazônica, numa lógica de complementariedade e escuta, resgatando a relação mística com a água e a terra”, completou.

Em entrevista a Osnilda Lima, da REPAM-Brasil, Irmã Tea Frigerio ressalta a necessidade de um cuidado com os corpos, a terra, a saúde e a alimentação, partilhando com a vida o contato do natural com o divino. É preciso saber, conhecer, a vida e as artes: Deus está presente em tudo”.

Ouça e baixe aqui: 

(cm)

 

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D. João Bosco sobre os novos desafios da família: devemos acolher e não excluir

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Cidade do Vaticano (RV) – Agosto, mês vocacional por excelência, ocasião para a Igreja refletir também sobre a família. 

A Semana Nacional da Família, iniciada em 13 de agosto, tem por tema nesta sua 26ª edição “Família, uma luz para a vida em sociedade”.

Mas a família também enfrenta desafios, visto estar inserida em um mundo complexo, por vezes marcado por situações de violência, desemprego, que leva à desagregação.

Quem nos traça um breve perfil da família brasileira atual, é o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Bispo de Osasco, Dom João Bosco Barbosa de Sousa:

"Primeiro temos que pensar no lado alegre da coisa. O diagnóstico que a gente faz aqui. O nosso trabalho com as famílias ele é muito positivo no sentido de um grande crescimento da pastoral familiar, das atividades de evangelização da Igreja, dos movimentos familiares, a respeito deste tema. Sem dúvida nenhuma, os últimos anos têm trazido prá nós um crescimento muito grande na ação evangelizadora das famílias.

Agora, por outros lado a gente tem que ser realistas: nós estamos vivendo aqui no nosso país um momento difícil de crise econômica, de crise moral, de crise ética, (...) governo, a vida econômica, a vida social, os comportamentos, é uma crise muito forte de valores, sobretudo na ética da vida cotidiana. Então acredito que este crescimento da evangelização das famílias vem como remédio, vem como luz realmente para a vida em sociedade que nós tanto necessitamos".

A sociedade propõe hoje “novas formas e novos conceitos de família”. Como a Igreja e a família tradicional devem se posicionar a respeito?

"Veja, a grande riqueza que o Papa Francisco nos ofereceu na Exortação Apostólica Amoris Laetitia foi justamente a gente poder aproximar da Igreja e aproximar a Igreja das famílias que vivem em outros formatos. A gente pode distinguir os outros formatos entre aqueles que são irregulares, em razão da própria circunstância da vida das pessoas ou são irregulares porque são contrários à norma da Igreja.

O Papa Francisco nos ensinou isto: a norma da Igreja não muda. Mas a maneira de a gente se aproximar destas pessoas é que muda. Então esta riqueza nós temos que aproveitar na nossa ação pastoral. Ou seja, sermos absolutamente acolhedores de todos os formatos possíveis de família ou de amor entre as pessoas. Não tem como a gente excluir ninguém, porque todos são filhos de Deus.

Agora, ter a certeza de que aproximando as pessoas nós não vamos, digamos, contaminar a Igreja com aquilo que é irregular ou com aquilo que é errado. Nós vamos ser fraternos com todos e dentro da medida de cada um, tentar aproximar as pessoas de Jesus Cristo, que é o nosso Salvador, prá todos. Ele não veio para alguns, Ele veio para todos.

Então esta compreensão de que a gente não pode excluir, mas ao mesmo tempo deve ter muita clareza quanto aquilo que a Igreja ensina desde sempre e para sempre, isso é o que a gente tem que conquistar e às vezes é difícil, é polêmico.

(Nós que estivemos) na CNBB, refletimos profundamente estas dificuldades e até produzimos um pequeno texto que a gente chamou de "Acolhida da Amoris Laetitia na Igreja no Brasil", onde a gente tenta  iluminar alguns critérios para que a gente possa ter um agir comum dentro desta questão. E tem sido muito boa esta reflexão". (JE)

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Formação



Artigo: Dia da vida consagrada

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Juiz de fora (RV) -  A vocação à vida consagrada, na Igreja, seja ela religiosa ou leiga, é celebrada no terceiro final de semana de agosto. O ponto alto de toda consagração é a vivência, por livre e espontânea vontade, dos chamados conselhos evangélicos, a pobreza, a castidade e a obediência.

É grande dom de Deus à Igreja em seus modos diversos de ser: contemplativo, missionário, caritativo ou secular (vive no mundo sem ser do mundo). Junto a esses modelos convencionais e mais comuns de consagração, a Igreja contempla também a vida eremítica (retirada, orante, penitente e silenciosa), bem como das virgens, que, dentro de um rito próprio entregam-se totalmente a Deus. Ao contrário do(a) eremita, elas podem formar associação a fim de se ajudarem mutuamente.

O Papa Francisco lembrou a necessidade do serviço generoso na vinha do Senhor e a alegria de rezar para ir ao encontro dos que mais precisam da ação da Igreja: “Nós consagrados somos consagrados para servir o Senhor e servir os outros com a Palavra do Senhor, não? Digam aos novos membros, por favor, digam que rezar não é perder tempo, adorar Deus não é perder tempo, louvar Deus não é perder tempo. Se nós consagrados não paramos todos os dias diante de Deus na gratuidade da oração, o vinho será vinagre!”. (https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-aos-consagrados-nao-tenham-medo-de-renovar-estruturas/, último acesso em 15 de agosto de 2017).

Vemos, por esse breve ângulo, que na Igreja há acolhida a todo tipo de chamado recebido de Deus para servir aos irmãos e irmãs. Quero destacar que há críticas à vida contemplativa em um mundo agitado em demasia. Crê-se que não há o direito de alguém permanecer apenas diante do único e verdadeiro Absoluto de nossas vidas, que é Deus. Esquecemo-nos também de que a oração nunca é egoísta, mas elevada ao Pai celeste por intercessores qualificados a orar por mim e por você, certamente tão necessitados da misericórdia divina em nossas vidas.

Ao abraçar cada consagrado quero dizer-lhes da minha alegria pelo seu testemunho e pelo seu trabalho generoso. Continuem firmes na sua missão e que Nosso Senhor, por intercessão de Maria nossa Mãe, lhes conceda e a todos os homens e mulheres de boa vontade o que com fé Lhe pedimos suplicantes: "apresentarmo-nos diante [d’Ele] plenamente renovados no espírito". Que Deus nos ajude na missão!

+ Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora, MG

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Atualidades



Editorial: com oração, vencer a tentação do ódio

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Cidade do Vaticano (RV) -  Esta última semana foi marcada por notícias de atos de violência e ódio, o que não é uma novidade nestes tempos. O último deles, o atentado terrorista ocorrido em Barcelona no final da tarde de quinta-feira, num local de lazer frequentado por catalães e turistas do mundo inteiro, muitos deles jovens, e que deixou dezenas de mortos e feridos. 

A reação do Papa Francisco foi de condenação da "violência cega que é uma ofensa gravíssima ao Criador". Ao mesmo tempo, o líder dos católicos exortou para que se continue "trabalhando pela paz e a concórdia no mundo".

Outro ato que chamou a atenção pela dimensão do ódio e pelo país onde ocorreu, foi o confronto ocorrido no sábado em Charlottesville, Virgínia, Estados Unidos, quando manifestantes que protestavam contra racistas e neonazistas foram investidos por um automóvel guiado por um jovem que defendia a supremacia branca: uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas.

O Arcebispo de Boston, Cardeal O'Malley, recordou a comunidade católica a que serve, as verdades fundamentais de fé, exortando à opor-se ao ódio e à intolerância com a civilidade e a caridade.

Curiosamente, estes atos foram intercalados esta semana por datas que recordavam figuras religiosas de espessor, que com suas vidas foram verdadeiros profetas da paz e da reconciliação.

Na segunda-feira, dia 14, o Papa Francisco recordou São Maximiliano Kolbe com um tweet, onde dizia que "o caminho para entregar-se ao Senhor, começa todos os dias, desde a manhã".

O religioso franciscano, mártir da caridade, trocou sua vida pela de um pai de família no Campo de Concentração de Auschwitz.

Para recordá-lo, uma Fundação a ele dedicada reuniu por cinco dias jovens de 14 países - naquele que no passado foi um campo de extermínio - para falar de diálogo, paz e reconciliação.

"Auschwitz - recordou o Bispo de Bamberg, Dom Ludwig Schick, presente no encontro - mostra mais do que qualquer outro lugar ao mundo a que ponto os homens podem fazer mal aos outros. Este horror não deve repetir-se em nenhum outro local do mundo".

Já no dia 16, recordou-se os nove anos da morte do Irmão Roger Schutz, fundador da Comunidade ecumênica de Taizè, para quem as palavras mais fortes - como resumido por um Irmão da comunidade - eram reconciliação, paz e comunhão.

Irmão Roger dizia, que se Deus é amor, os cristãos deveriam ser testemunhas de comunhão e de reconciliação, e não de separação, chamando todos a ser testemunhas de reconciliação neste mundo às vezes muito difícil.

O religioso foi esfaqueado em 2005 por uma desequilibrada durante a oração das Vésperas na Igreja da Reconciliação - um grande espaço de madeira em Taizé que costuma reunir milhares de jovens do mundo inteiro para rezar e mergulhar nas fontes da fé.

A presença entre nós esta semana destes exemplos de fé, que deram sua vida pela paz e a reconciliação, surge como uma seta para indicar o caminho a seguir, resistindo a toda a tentação da vingança e do ódio, que só levam a perder-se no mar da obscuridade.

Fomos renascidos em Cristo pelo Batismo, mas diante da aparente vitória do mal e da violência, constantemente o nosso "homem velho" ressurge com força, clamando pela vingança do "olho por olho, dente por dente".

Devemos resistir à tentação do ódio. Somos chamados a ser testemunhas de paz e reconciliação.

Pelos humildes - recordou o Papa Francisco no Angelus da Solenidade da Assunção - Deus pode fazer grandes coisas.

Assim, a exemplo do que disse o Papa na mensagem de pesar aos espanhóis, elevemos nossa oração ao Altíssimo, "para que nos ajude a seguir trabalhando com determinação pela paz e a concórdia no mundo". Sem Ele, nada podemos fazer.

(Jackson Erpen)

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